segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

De trigonometria


Para lá dos limites dos significados, muitas vezes, quando olhamos uma fotografia, esquecemo-nos do “olhar silencioso”; dono imortal do Instante.

Uma outra linha de pensamento revela-nos que há outro sentido para a palavra – “o momento decisivo”.

Assim a questão colocada: qual é o valor de uma imagem?

Entre puristas e elites, admito que teria “fomentado” uma discussão interminável.
Para mim há uma contextualização ainda mais subjectiva, o valor é adquirido quando as imagens passam a viver por “elas próprias”, uma espécie de para lá do seu autor - antes existencial, como “parte de uma História”!

Ps. Dou por mim muitas vezes a pensar no desejo de poder captar um momento assim

7 comentários:

arabica disse...

Olá Alexandre!

Eu, tola, guardo todas as minhas fotos,como imagens da minha história...

Em que ponto do momento do clic e na óptica do que dispara, se pode determinar a imagem que quebrará pronomes possessivos e destinos pessoais?

Quem determina?

Nunca fui boa a trigonometria. :)

Um beijo

alexandrecastro disse...

Arábica. Como sempre muito interessante o comentário. Procurando completá-lo (ou não) “recorro” a Walter Benjamin:
(…) Apesar de toda a habilidade artística do fotógrafo e da metodologia na atitude do seu modelo, quem contempla a fotografia sente o impulso irresistível de procurar, aqui e agora, o cintilar insignificante do acaso com o qual a realidade, por assim dizer, ateou o carácter da imagem, sente o impulso irresistível de encontrar o ponto singelo em que a existência de cada minuto há muito decorrido contém o vindouro e de forma tão convincente que nós, retrospectivamente, o podemos descobrir. É uma natureza diferente a que fala à câmara ou aos olhos; diferente principalmente na medida em que em vez de um espaço impregnado de consciência pelos homens, surge um outro embrenhado pelo inconsciente.
beijo

arabica disse...

Alexandre, só tenho a agradeceer a continuação da "conversa", entretanto suspensa no tempo, pela avaria do portátil. Enfim, regressei. :)

É de facto uma natureza diferente a que fala à câmara ou aos olhos... e de resto, concordo em absoluto, como pode ser soberba a leitura de um olhar alheio à consciência inicial...!

Um abraço,

Catarina Aguiar disse...

Olá Alexandre!
Estou começando um blog agora e procuro outros blogs onde perceba que as pessoas escrevam sobre assuntos de meu interesse. Gostei do seu! E ficaria grata se você também pudesse visitar o meu.
http://detalhesavulsos.blogspot.com

Lipincot Surley disse...

Para lá dos limites dos significados? Quem quer ir até lá? Os puritas e elites? À questão colocada, repondo que por muita especulação que uma mente humana possa formar apartir de uma imagem, essa terá sempre impresso nela os significados [nem que sejam os mais recondidos]do observador. Portanto, retribuo uma pergunta, quem quer ir para lá dos limites dos significados?


Encontrei o blogue ao acaso e, após algumas leituras, gostei dos textos de modo a que decidi deixar um comentário a agradecer os mesmos. Os meus parabéns pela galeria no Olhares ;)

Abraço,
Lipincot

Elis disse...

Olá!
Esbarrei por acaso em teu espaço e me encantei com tudo o que pude encontrar por aqui! Acredito que em cada amante da fotografia, seja ele amador ou profissional, há a alma de um poeta, que consegue enxergar beleza, poesia e detalhes em tudo o que vê, de uma forma que ninguém mais o faria. A fotografia possui uma alma, que sabe falar por si mesma. Abraços sinceros.

valma de oliveira disse...

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