segunda-feira, 9 de novembro de 2009

...uma segunda vida das coisas


A emergência de um património é, geralmente, marcado por três etapas:
A primeira, caracterizada pela espontaneidade, resposta a um problema prático, remete para a produção do que se necessita, procurando satisfazer/assegurar a sobrevivência física.
A segunda, uma qualquer outra transformação, coloca fora do campo utilitário inicial o objecto produzido.
É na terceira, na passagem da segunda para a terceira etapa (na qual a ideia patrimonial emerge e se cristaliza), que o objecto adquire uma identidade patrimonial.

Assim, e após esta análise sumária destes processos, pode-se iluir que a descoberta do património pelos meios rurais está muito longe de corresponder a uma descoberta de algo que era ignorado. Talvez, um encarar do património e as suas representações, como uma “invenção cultural”, onde o património corresponde a “uma segunda vida das coisas”, adquirindo novos sentidos e funcionalidades.

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