segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Quando um pensamento é alterado por um corrector ortográfico


Procurando definir um estado mental com um termo que o corrector do meu pc sublinhou a vermelho, propondo-me a substituição por fedido, podido, cosido, fundido, fugido, dorido…, a repreensão em forma de bloco (cuja fonética confundindo-se facilmente com aquilo que pensávamos…) remeteu para uma outra linha de pensamento.
Isto vai parecer um cliché, mas é mesmo assim: talvez dependa de nós a vida que nos pesa em cima dos ombros. E, se a maior parte das vezes, a indiferença é a única resposta, resta-nos fechar a porta e seguir caminho.

O tempo também nos ensina a não insistir, a não nos fazermos presentes quando não somos desejados.
Saber quando parar ainda é uma grande virtude, diz-se.

Ps1. alguém segreda a letra:
A formiga no carreiro
vinha em sentido contrário
(…)
Lerpou trepou às tábuas (bis)
que flutuavam nas águas (bis)
e do cimo de uma delas
virou-se para o formigueiro
mudem de rumo (bis)
já lá vem outro carreiro
(…)

[A Formiga No Carreiro. Composição: José Afonso]

Ps2. Talvez siga o conselho da correcção orientada…apenas invertendo a ordem de apresentação, em perfeita sintonia com causa/efeito: dorido - fugido.

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