domingo, 22 de novembro de 2009

Quando um cogumelo é mais do que um “cogumelo bonito”…


"Uma das numerosas coisas do Céu e da Terra com que os filósofos não sonharam é isto - e brandiu a mão -, somos nós, é o mundo moderno. "Não se pode prescindir de Deus, a não ser durante a juventude e a prosperidade. "Pois bem, eis que temos juventude e prosperidade até ao último dia de vida. Que resulta daí? É manifesto que não podemos ser independentes de Deus. «O sentimento religioso compensará todas as nossas perdas.» Mas não há, para nós, perdas a ser compensadas; o sentimento religioso é supérfluo. E., porque iríamos nós atrás de um sucedâneo dos desejos juvenis, quando os desejos juvenis nunca nos faltaram? De um sucedâneo de distracções, quando continuamos a gozar todas as velhas' tolices até ao fim? Que necessidade temos nós de repouso, quando o nosso corpo e o nosso espírito continuam a deleitar-se na actividade? De consolação, quando temos a soma?"
[Aldous Huxley, Admirável Mundo Novo]

Amanita muscaria ou o Amanita nem sempre é um cogumelo conhecido pelo seu nome científico ou nome comum, no entanto, a imagem, deste cogumelo, será provavelmente familiar.

Nos últimos tempos, é o cogumelo que foi adoptado como o "protótipo" em cartões de Natal, histórias infantis…etc., etc...

No entanto, é mais do que... um cogumelo "bonito"...!
(…) Dizem os relatos que pessoas sob os efeitos dos princípios activos do cogumelo escarlate mosqueado tornam-se hiperactivos, fazendo movimentos compulsivos e descoordenados, falando sem parar e com a percepção de realidade totalmente alterada.
e…em "Soma, Divine Mushroom of Immortality" Gordon Wasson acreditava que Soma (a causa do "êxtase" utilizada em cerimónias religiosas, mais de 4000 anos atrás…), mais não era do que as propriedades alucinógenas do A. muscaria.
ps. seria também esta a soma de Aldous Huxley...?!

1 comentário:

Arabica disse...

Não sei responder à pergunta, Alexandre.
Mas lembro-me, da leitura das lendas "encantadas" de Avalon, druidas e iniciadas terem a sua passagem pela alucinação que os/as levaria às visões. Era um momento importante.

Embora aparentemente nada tenha a ver com o excelente texto que termina em questão, a verdade é que todos buscam o seu Deus, nos seus deuses ou deusas,ainda que pagãs.