segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Era assim que eu queria acordar


Abrir a janela e sentir o gelo das manhãs de "quase inverno" misturado com aromas de flores silvestres.
Abrir a porta e…entrar... numa vista destas.
Quem sabe, na reforma...!

6 comentários:

Manuela Viola disse...

Partilho o mesmo gosto, excepto no frio. Sábado passado fiz uma caminhada por um trilho com belas cores outonais, pela margem do Rio Nabão. Lindo! Bjo.

Pequete disse...

A minha paisagem não é exactamente assim, tem alguns sobreiros misturados com os carvalhos, mas é bom acordar para ela nas manhãs frias de que fala, e ouvir os piscos de peito ruivo logo pela manhã. Mas tem a certeza que prescindiria do café e do jornal logo pela manhã?...

alexandrecastro disse...

Olá Pequete
Café e jornal…? Prescindo….!
Cada vez mais revejo-me num trecho em texto lido:
Sou um português macambúzio, fechado sobre si mesmo, frequentemente de mal com Portugal e com os portugueses. (Miguel Sousa Tavares)

sinto-me atraído pelos espaços abertos, pelos seus “silêncios”, a solidão, a descoberta.
bj

Diza disse...

"Morre lentamente quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
Quem prefere O "preto no branco"
E os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da
Chuva incessante,
Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
Simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!”


Pablo Neruda


se passa por um caminho de árvores..que seja! ;)

alexandrecastro disse...

(…) a um poema, a um comentário, o colocado por Diza (e dado não conseguir estabelecer uma relação entre o “pseudónimo utilizado” e quem verdadeiramente é…) talvez, o mesmo, tenha tocado de forma particular. Assim, também, de Pablo Neruda:
"Sentir o carinho dos que não conhecemos, dos desconhecidos que estão velando nosso sonho e nossa solidão, nossos perigos ou nossos desfalecimentos, é uma sensação ainda maior e mais bela, porque estende nosso ser e abarca todas as vidas."
Obrigado pelas palavras.

Arabica disse...

Alexandre,


acordar com tal caminho nos olhos é mesmo um privilégio!
E até o café poderia ser caseiro! Quente e forte contra o frio! :)

Um beijinho