quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Um texto em dois andamentos

Frequentadora de papelarias míticas, marca de um renascer de ideias e de conceitos, com as suas páginas de papel sem ácido em branco, companheira e confidente acompanhou o imaginário do tempo, capturando/registando detalhes de terras e gentes.
Claro que falo da lendária senão mesmo legendária Moleskine.
Agora, convertida em sinal de culto ou de status, o certo é que mantêm o fadário do bolso em bolso, contudo, ao que lhe encontro mais “piada” é que devido a este seu novo status, desenhos e pinturas, apontamentos e sugestões deram lugar a lembretes e notas.

Ps1. É para mim uma delicia (perversa, talvez )…. a visão, quando em reuniões, todos os presentes puxam do seu status – da sua moleskine para….tirar apontamentos.
Ps2. Eu?.... Confesso: faço a figura do “pobretanas” que ainda continua a utilizar o Basic Black da Ambar e as suas folhas brancas…!
Moleskine para mim ainda continua a ser sinónimo de atractividade, de sensualidade: pronta a registos, esquissos, olhares roubados, segredos de confidências - viagens pelo “mundo”.

1 comentário:

Pequete disse...

Realmente, usar um Moleskine para tirar apontamentos numa reunião... Eu já usei um para desenhar mas achei o papel demasiado ceroso. Tenho outro com papel de aguarela (foram ambos oferecidos!) mas ainda não o estreei. A verdade é que o aspecto imaculado, aliado ao preço que sabemos que têm, acabam por intimidar um pouco, parece que nos sentimos na obrigação de fazer grandes obras de arte, o que não é, nem de perto nem de longe, a ideia de quem anda com um caderno no bolso. Para já, estou a dar-me muito bem com o meu bloco quadriculado.