terça-feira, 27 de outubro de 2009

na aldeia global

(…) Harvey parte del concepto de renta monopolista para definir la posición de los actores dominantes en el espacio urbano-regional: aquellos que poseen el capital suficiente para instalarse en lugares nodales de la globalización y obtener del sector público las inversiones necesarias en capital fijo para estos lugares, ciudades más o menos globales, sean competitivos.
La competitividad requiere apostar por la distinción, la diferencia, lo cual se expressa especialmente mediante la imagen o el perfil de la ciudad, la oferta cultural, el ambiente urbano. Pero, por outra parte, las firmas globalizadas tienden a la creación de produtos y entornos estandarizados, lo cual a la larga hará que todos los espacios globales dejen de ser competitivos. (…)


[In Capital financiero, propiedad inmobiliaria y cultura. David Harvey Neil Smith.
Museu d´Art Contemporani de Barcelona.]

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

o equilíbrio interior


Não tenho qualquer prazer em separar-me destas palavras, até porque nenhuma outra me vem para o lugar delas.
Ao contrário do que pensam os espíritos, que apenas ouvem o tilintar das palavras – limites do pensamento, limites da razão, afinal, a verdade sou eu.

domingo, 25 de outubro de 2009

estórias...


Em singularidades num registo de saber técnico, práticas partilhadas entre o trabalho e o ócio, este apontamento apenas evocado, é, no entanto um arquivo, um projecto de guardar e poder mostrar os testemunhos materiais de outras “realidades”.



Obrigado às artesãs e à I. que contribuíram para a fundamentação deste "conhecimento".

ps. como de costume....o eterno link


http://www.youtube.com/watch?v=dVmyGdkLqRY

sábado, 24 de outubro de 2009

Surpreendido pelo arco-íris que beijou num repente o castelo e me deixou em silêncio.


Satisfeito com o “momento conseguido”, no pensamento alimentado por praxis e horas e horas de leituras, acariciando palavras, pensando em post´s - explanar teorias, preocupações legítimas e reais: cidades de interior, cidades históricas, cidades criativas…(e apesar do seu conceito se ter massificado – porque não, também, uma cidadela design district…) artigo de cosmopolitização da cidade, epifenómeno centrado no “vigor” das suas indústrias criativas, em ofertas culturais, qualidade e sofisticação dos seus equipamentos!!!


Queria partilhar. Depois… depois, são outras as lógicas (ilógicas) que aqui, ali e acolá se vão instalando.

…todo o conhecimento, todo o saber fazer, o acto de partilha… a luminosidade perdeu a vida nas nuvens.


Olho como o entardecer de Outono pousa suavemente sobre a cidade.
Surpreendido pelo arco-íris que beijou num repente o castelo e me deixou em silêncio, aquela tarde parecia um momento mágico em que sonhos e presságios de dias felizes ainda por vir passeavam nas ameias do castelo – um intenso convite a largar tudo e partir.


O céu é vasto como se guardasse um segredo imenso.
Risco os dias outra vez.
Desculpem, sim? Eu volto já.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Por isso adoro o Outono….


Caem as primeiras folhas.
As primeiras chuvas.
Há um cheiro inebriante a terra molhada no ar….
As noites começam a ficar frias e... mais um cobertor na cama…é tão bem-vindo!
De um cobertor na cama…e de alguém que nos aqueça os pés.
É o problema do Outono!!!!

domingo, 18 de outubro de 2009

Condomínios fechados: paradigmas na paisagem…


Ocupando um lugar próprio no espaço e sociedade contemporânea, os condomínios fechados, entre outros aspectos, reflectem mudanças culturais e o advento de novos estilos de vida.
Associados a fenómenos de globalização, a processos de reestruturação económica ou a uma nova estrutura social e a uma nova relação entre classes ou grupos sociais…, igualmente podem ilustrar a crescente preocupação com a questão da segurança.
Para além dos elementos introduzidos, resta apenas chamar a atenção para a importância de alguns aspectos que não puderam encontrar espaço suficiente ao longo do seu corpo.

Assim, no desconhecimento sobre a existência ou não de informação sistematizada sobre o fenómeno condomínios fechados versus aves, decidimo-nos pela publicitação directa de informação.

… um marco de afectos….!


Ao procurar o melhor enquadramento de registo para com esta “peça”, inicialmente o pensamento ia-se encaminhando para os readymade do Duchamp…depois, no seguimento dos meus intermináveis monólogos interiores…, inclinava-me para um certo cunho de vanguardismo de arte pública (efémera ou não)…, abordando o tema noutras perspectivas, debatendo/confrontando as intermináveis questões académicas, neste monobloco possibilitando uma liberdade de expressão, vou-me ficando pelo prazer que deve ter o (a) carteiro (carteira) ao aqui colocar correspondência.

Ou não fosse este marco pela sua linguagem individual, pela carga simbólica de que é portador, um marco de afectos….!


Ps. de tão interessante a “peça” a sua localização: em direcção a Vila Nova logo a seguir ao cruzamento para o S. Jorge.

sábado, 17 de outubro de 2009

PDA´s


Este PDA (1) embora com dimensões reduzidas, contudo e de acordo com a memória RAM (2) do seu utilizador, para além da rapidez, pode possuir (ou não...) grande quantidade de memória e diversas áreas de interesse.
A interface, simples e bem familiar aos usuários dos portáteis, extremamente fácil de manipular e utilizar, pode ser moldada através de temas que os próprios usuários podem criar, podendo, ainda, o sistema possuir um bom conjunto de aplicativos: leitor de música digital, jogos e até visualizadores de vídeo (não acoplados).
Sendo uma ferramenta útil em cálculos comuns, o reconhecimento de escrita, ou o raciocínio lógico e/ou abstracto também estão presentes, sendo apenas necessário a indispensável sincronização com os neurónios tranquilamente escondidos nas profundezas de cada hemisfério… dos utilizadores.
Prático, portátil e fácil de usar, é de referir que com as vantagens desta solução, é possível proporcionar uma maior profundidade na abordagem de conteúdos através de um manuseio mais interactivo.


Informações do produto:
Software na “língua” do utilizador, com licença para número ilimitado de usuários.
• Permite fazer anotações em apresentações e outros aplicativos, com a caneta... não electrónica.
• Área activa: 20 cm x 15 cm .
• Garantia (i)limitada e indexada às características do utilizador para hardware e software.
• Transmissão de dados por wireless.
• Extremamente portátil, podendo ser transportado na “maleta “fornecida.

Nota 1: Num apontamento de ironia…foi para mim uma agradável surpresa saber e ver que ainda há quem não deixe que a “memória” se apague.
Nota 2:
(1) PDA – Placa De Ardósia
(2) RAM – Rapidez Acção Motora

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Teorias de Paciência….!


Nas mãos da mulher o simples suporte em tessituras de vime ganha forma e beleza, unicamente possíveis pela perícia da mão na orientação das varas moles e flexíveis.

Posfácio. num mundo que se massifica e em que tudo é igual em toda a parte, artes e ofícios tradicionais: sinais de atraso económico ou elementos importantes do nosso património e identidade?!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

...untitled!!!


Um texto em dois andamentos

Frequentadora de papelarias míticas, marca de um renascer de ideias e de conceitos, com as suas páginas de papel sem ácido em branco, companheira e confidente acompanhou o imaginário do tempo, capturando/registando detalhes de terras e gentes.
Claro que falo da lendária senão mesmo legendária Moleskine.
Agora, convertida em sinal de culto ou de status, o certo é que mantêm o fadário do bolso em bolso, contudo, ao que lhe encontro mais “piada” é que devido a este seu novo status, desenhos e pinturas, apontamentos e sugestões deram lugar a lembretes e notas.

Ps1. É para mim uma delicia (perversa, talvez )…. a visão, quando em reuniões, todos os presentes puxam do seu status – da sua moleskine para….tirar apontamentos.
Ps2. Eu?.... Confesso: faço a figura do “pobretanas” que ainda continua a utilizar o Basic Black da Ambar e as suas folhas brancas…!
Moleskine para mim ainda continua a ser sinónimo de atractividade, de sensualidade: pronta a registos, esquissos, olhares roubados, segredos de confidências - viagens pelo “mundo”.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Entre montanhas a tocarem os céus e aldeias perdidas no horizonte …


A varanda é normalmente entendida como a parte da casa que estabelece uma transição gradual entre os espaços internos e os espaços externos.
Engalanadas por sardinheiras e craveiros pendurados nas janelas, para além do conviver, lides domésticas e de uma ou outra “cusquice” é também na varanda que se produzem algumas actividades: cebolas e/ou ervas aromáticas dependuradas, abóboras e castanhas pousadas, roupa a enxugar…, são estes alguns usos que esta divisão da casa rural costuma ter, ou pelo menos, assim o pensava até me ter deparado com esta.
Espicaçado pela curiosidade amiúdes vezes por ali tenho passado, na tentativa de melhor perceber o uso dado ao espelho…e à tomada ali colocada.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Outono


Tarde pintada
Por não sei que pintor.
Nunca vi tanta cor
Tão colorida!
Se é de morte ou de vida,
Não é comigo.
Eu, simplesmente, digo
Que há fantasia
Neste dia,
Que o mundo me parece
Vestido por ciganas adivinhas,
E que gosto de o ver, e me apetece
Ter folhas, como as vinhas.
Miguel Torga, Diário X (1966)

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

...a grandiosidade das pequenas coisas!

Ps. hoje estou dado à preguiça. não me apetece grande escrita.
ps2. ainda saboreio uma (re)visita ao museu do amadeo souza cardoso e ...evasões junto destes meus montes.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Jogo de Palavras


O silêncio é uma travessia.
Há que ter bagagem para ousar essa viagem.