domingo, 27 de setembro de 2009

A fita


Com significâncias várias, a fita, igualmente é referenciada num sem número de situações.
Na vida política versus inaugurações, tem o seu momento alto no corte da fita, na vida académica adquire sabor de quase fim com a queima das fitas, também no cinema temos a fita e muitas vezes nas vidas privadas, mais ou menos íntimas, fazem-se algumas fitas…!
Talvez o sentido que mais se coaduna com o meu pensamento de hoje, seja, o que me é dado pelo dicionário - no figurativo é: “história arranjada para iludir outrem”.
Não pretendendo dar razão aos outros sentidos, igualmente constantes do dicionário consultado….como sejam: desordem; escândalo; fazer escândalo, etc., hoje numa deslocação para mais uma observação da brama, ao depararmos num caminho rural mas público “interrompido” com uma fita…resolvemos, como pessoas bem formadas que somos, não “prevaricar a instrução dada pela fita” utilizando “esse” caminho.
Não me apetece esmiuçar sobre os autores, as intenções e o significado da fita.
Até porque há sempre a hipótese de elementos da natureza, a saber o vento, de “sopro em sopro” a fita ter sido levada para junto dos arbustos e de rodopios em rodopios ter sida atada aos mesmos.
Confesso que não estou para aqui a pretender fazer fitas….mas nestes dias que têm antecedido a brama, e dado ter algumas fotografias alojadas em sites da chamada fotografia de natureza, têm sido inúmeros os convites, com programas turísticos mais ou menos completos de fim-de-semana, para participar/fotografar a brama - em Espanha claro.
Igualmente o meu amigo L., manifestando também a sua estupefacção pela fita…e procurando tirar/encontrar ilações na sua colocação, comentava que a televisão espanhola em leituras inteligentes de captação de nichos de mercado interessado, têm transmitido inúmeros programas sobre a brama.

Claro que não sou adepto de turismos de massas, mas, deixem-se de fitas:
Afinal a quem interessou aquela fita?

3 comentários:

Pequete disse...

Parece que as fitas são o método usado agora pelos Florestais para indicar que está a haver caça ao veado nesse local, e assim evitar "maus encontros" entre os turistas / passeantes e os guardas e caçadores. Claro que podiam acrescentar um sinalzito a explicar do que se trata...

alexandrecastro disse...

Olá Ana.
Obrigado pela sua explicação.
Então, assim sendo, com a aposição de uma simples fita, uma reserva nacional de caça passa a “couto particular”, inviabilizando desta forma qualquer outro tipo de actividades de lazer…?
Não tenho nada contra caça e caçadores e sem querer alimentar outra vez esta “discussão” contudo subsiste-me ainda uma dúvida. Na” outra caça”, conhecedor que a mesma é permitida às quintas-feiras, domingos e feriados, evito deslocações para esses locais.
Esta, pelo que temos vindo a verificar, é como a letra da canção: é quando um homem quiser…!?
Bj
Ps. desculpe o meu desabafo. Sei bem que a culpa não é sua…

Pequete disse...

Olhe, não sei responder às suas perguntas... Mas acho que não é bem como na canção, porque não é qualquer homem a querer, é mais quando certos homens querem! Mas não me parece mal que os passeantes comecem a reclamar os seus direitos junto das entidades competentes. Só assim é que eles vão começar a olhar para além do próprio umbigo (haja esperança)...