domingo, 31 de maio de 2009

Mortal ou nem por isso?!!!


Convencido que as suas flores eram venenosas… andava a “consminar com os meus botões” um chá das 5 “para uma(s) certa (s) pessoa(s)”. ..
Afinal e para espanto meu, pode ser cultivada como medicinal dado a planta fornecer um importante medicamento cardíaco chamado digitalina, prescrito em alguns casos de arritmia ou insuficiência cardíaca.
Bem ironias à parte (a do chá claro…) sempre estive convencido da sua toxicidade, inclusive conheço alguns testemunhos orais que a referenciam como sendo usada para a pesca à truta.
E se a sabedoria popular diz que é venenosa…talvez mantenha a ideia do chá!!!!
Ps. Não vá a ideia do meu chá “criar ideias menos claras”... sempre adianto que prefiro outras atitudes, outras expressões: o que não nos mata torna-nos mais fortes, escreveu Nietzche – o que não nos derrota faz-nos, mesmo quando perdemos, vencedores.

Jogando-se na relação da imagem estática


Pense-se na narrativa….
A princípio, a figura “imóvel”, no primeiro plano, concentra a visão do espectador, mas, os seus olhos movem-se para outros lados, varrendo a imagem na tentativa de perceber o acto comunicativo directo:
A nossa experiência de pensar, realimentam a sucessão de imagens.

Assim, o ser de “bela aparência” sente-se plenamente reconhecível pelo irreconhecível.

sábado, 30 de maio de 2009

Uma imaginação singular


Hoje nas minhas deambulações “muito” matinais deparei com uma peça, um saber acumulado, que me fascinou.
Aqui na cortinha, maravilhado, analiso a “peça” - uma forma de tão surpreendente efeito visual.
Sem saber se os objectivos da sua “criação” cumprem a função destinada (espantar pássaros) e se por um lado a globalização sem rosto, estandardiza-nos o quotidiano também não é menos verdade que, e sem pretensões de saudosismos da ruralidade…, uma forma e uma decoração cujos contornos contêm uma visão muito peculiar do “seu” pequeno mundo circundante.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Cada fotografia narra uma história?


A incerteza das associações produzidas por qualquer imagem entregue a si própria.
O retrato torna-se um campo de possibilidades - isto é, a noção do espectador como reconstrutor imaginativo dos objectos representados.
nota: Há que reconhecer a importância da legenda enquanto princípio de organização significante.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Instantes e Intervalos


Mesmo na mais quieta imobilidade estamos em movimento.
Nesta imagem a presença de um corpo que habita o espaço, é, determinante.
Estreitando a linha que separaria fixação e movimento.

domingo, 24 de maio de 2009

O tempo é protagonista…


Apesar de ser interiormente sentido/vivido, o tempo configura, normalmente, uma realidade abstracta, não tangível.

“Fiz esta ilustração de uma galinha-de-água há muito tempo atrás e decidi repescá-la porque hoje vimos três destas aves no parque da cidade, ao pé do rio.”
Confesso que desde que li este post da minha amiga Ana no seu blog (//pequeteartjournal.blogspot.com/search/label/wildlife) que andava com vontade de passar por lá.
E não é que já “ando nestas vontades” desde Fevereiro….


Numa linguagem silenciosa, hoje, confrontei-me com a sua dimensão temporal.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

São cerejas, senhor, são cerejas!



Não querendo subverter a lenda da rainha santa Isabel e de seu marido, o rei D. Dinis, e nem de milagre se tratar..., contudo nunca vi, senão aqui nesta minha santa terra, esta forma de apresentar as cerejas !!!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

ser


Ainda é belo, oh, se é, mas já um pouco “estragado”. É triste o fim.
A reflectir.
Difícil explicar. Mas estou. A chatice é essa.
Para o passado e futuro. Suspendo-me olhando.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Quando as fronteiras legais e geográficas são “esquecidas”


Há anos que sucessivamente programo e adio, no 2º domingo de Maio, uma deslocação à aldeia da Petisqueira, do lado de cá, e a Villarino Manzanas do lado de lá.
A curiosidade levava-me ao querer assistir a uma romaria, talvez, com o seu cunho de ineditismo.
Entre sons de gaita-de foles, dulzaina, tamboril, uma banda filarmónica e o de foguetes, as procissões com a imagem da Virgem de Fátima saem das igrejas paroquiais para a ponte do milagre.
Tendo como testemunha o Rio Maçãs, três saudações, vénias rituais e troca de ramos assim acontece o encontro das duas comitivas.
Depois, num simples coreto de pedra e telha, celebra-se a missa campal cantada nas duas línguas.
Com diferentes nomes populares: La Petisqueira, Festiña ou Festa do Rio, esta tradição que nasceu clandestina, comprova a união de dois povos.

Entretido com o meu sempre eterno cigarro pensei: a fronteira que nos une!?

domingo, 10 de maio de 2009

Causa – Efeito!!!


Quando algo me intriga, e dado ter um espírito “renacentista”, procuro a sua explicação.
Analisando a teoria cientifica encontro a explicação do processo de formação das nuvens e a “origem das precipitações”:
Nuvem é um conjunto de minúsculas partículas de água líquida ou de cristais de gelo - ou de ambos ao mesmo tempo - em suspensão na atmosfera. Tudo começa com a evaporação da água dos rios, lagos e oceanos, e com a transpiração das plantas. A evaporação e a transpiração são causadas pelo Sol, que aquece a água, fazendo-a passar do estado líquido para o estado gasoso. (…) sendo que as nuvens dão origem às precipitações (.. ) quando as gotículas de água se condensam e se transformam em gelo. Uma nuvem só liberta chuva quando se acumula gelo demais no seu topo. Nesse caso, as nuvens ficam mais pesadas e começam a cair sobre a superfície da Terra. Durante a queda, o gelo derrete-se, transformando-se em gotas. (…)

Igualmente a sabedoria popular gerou alguns provérbios que permitia "prever", ou não, o estado do tempo:


Céu pedrento,

chuva ou vento,

Não tem assento.


Nuvens pequenas, altas e escuras

São chuvas certas e seguras.


Castelos de nuvens sem nuvens por cima

São chuvadas certas mesmo sem rimas.


Acreditando no valor cientifico da primeira e dando “fé” às segundas, e dado em nenhumas delas ver a menção à palavra circo...continuo sem perceber qual a relação, aqui para os meus lados, entre a vinda de um circo e imediatamente começar a chover….

domingo, 3 de maio de 2009

Evidências


Estes dias pelos meus lados são dias da feira das cantarinhas.

Como há já muito tempo que não me permitia um descanso, resolvi ir espairecer "a mente e a alma" e eis quando, nestas minhas deambulações, tropeço na figura de um vendedor de balões.
Talvez, fruto de tanta “informação a que agora me obrigo” (confesso: já vejo “cultura e figuras de cultura em todos os lados”….) e nos meus intermináveis monólogos interiores aqui fica a "ilustração mental" que me ocorreu à imagem do vendedor versus os seus balões:
O mundo da arte, remetendo-se a uma elite de entendidos, afasta-se do público em geral que dele nunca tem uma ideia humana.