terça-feira, 17 de março de 2009

O tempo das cidades


Ligando o visível ao invisível, abrindo e construindo cenários interiores a partir de cenários exteriores, o tempo constitui uma “linguagem silenciosa”.
Faz parte de um sistema de códigos invisíveis provindo dos diferentes contextos culturais.


“as cidades de sonho ou as cidades que se sonham cruzam-se inevitavelmente, com as realidades que se habitam e onde quotidianamente tropeçamos”


Se a cidade é linguajar, andar é o acto de falar explorando as possibilidades imensas duma linguagem.
Na verdade, a jornada pode ser um fim em si mesmo fonte de imperscrutáveis impressões.
E o céu continua azul!

quarta-feira, 4 de março de 2009

A excitação do presente faz-se de uma mescla bem dosada de entusiasmos passados e reptos futuros?




O que nos leva a empurrar, uma e outra vez, o rochedo até ao cimo do monte?
Talvez por me ser difícil conceber-me como uma máquina, e nomeadamente como uma máquina que se acomoda em estar em movimento.

domingo, 1 de março de 2009

O sorriso suspenso


Para perceber a história, comecemos pelo fim.
O mundo existe por meio de todos os seus sentidos abertos e ávidos: como tantas outras janelas abertas para uma paisagem inesgotável.
Quando em busca de um horizonte encontramos uma construção em quais gavetas parecem habitar os sete pecados mortais: a Preguiça e a Inveja, o Orgulho, a Ira, a Avareza, a Gula e a Luxúria, há nada e coisa nenhuma.
Dizem que o tempo fala!
Sobrevivendo aos sistemáticos infernos quotidianos, uma ideia uma vontade, um encontro, um olhar tranquilo porque aqui ou mais adiante, se está a desenhar um paraíso.
Provavelmente há que reinventar coisas simples, como o direito ao riso, com o sentido de humor como princípio. Depois, há a imaginação em movimento.
O paraíso está assim, e também dentro de nós.