segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

São as imagens que alimentam a imaginação e desencadeiam o trabalho criador.


Há quadros em que a “passagem entre as cenas” causa uma tensão entre a memória e sentimentos pessoais.

Este quadro (Noctâmbulos, 1942) de Edward Hopper sempre me fascinou.
Talvez, também, por ser um quadro que proporciona a possibilidade de criar e recriar sentidos.
Talvez por o entendimento das imagens ocorrer não naquilo que se vê, mas nos intervalos entre uma “cena e outra”, permitindo a liberdade de criar sentidos num “silêncio visual”.
É como estar envolvido num processo de recriação da memória.

8 comentários:

ivone disse...

hopper é para a pintura como wim wenders é para a grande tela do cinema. esta entrevista com ele diz tudo.

http://www.youtube.com/watch?v=mFIHnl4rmd0

São disse...

Compreendo o fascínio: também me agrada!

Feliz Dia de Reis.

Graça Pires disse...

Este quadro de Hopper é lindíssimo mas parece-me representar a imensa solidão das personagens.
Um abraço.

rosasiventos disse...

de redescoberta também.

de nós, em memórias e símbolos!!

vaandando disse...

È sempre no espaço que nos reinventamos , e a memória do agora e do já , quando passada já é outra no mesmo espaço e tempo , não ?
Abraço
_______ JRMARTO

Manuela Viola disse...

Concordo consigo na análise que faz. ´Bjo

~pi disse...

re-vendo,





beijo~volátil

Um Momento disse...

Sim... há imagens que nos transportam para dentro delas e nos fazem viver cada pincelada existente em cada particula de tela
Gostei

(*)