quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Quando um pouco de quantificação vale mais que nada.


É um dado adquirido que numa sociedade mediática, o que não tem visibilidade não existe.
Tratando-se, na verdade, de uma afirmação algo simplista, tem a vantagem, todavia, de, incitar a questões pertinentes.
Perguntas que dizem respeito à compreensão dos públicos da cultura, que dada a sua densidade, deve ser olhada em detalhe para que possamos desvendar os nós de sentido que teimam em se esconder nos meandros mais subterrâneos da quotidianidade.

O que é que andas a fazer?.... Projectos sobre práticas culturais….

Pois é...! Ultimamente a minha "odisseia” tem sido a de leituras, mais leituras e outras leituras…constituídas em actualizadas base de dados para a compreensão dos públicos da(s) cultura(s), levantamentos que nos ajudam a compreender os públicos de diferentes actividades de lazer e divertimento.
Invariavelmente de um lado a trilogia conceptual que estabelece as três dimensões de “cultura culta ou cultivada”, “cultura popular” e “cultura de massa”, do outro o pensamento foge para uma pequena grande máxima do marketing:
O público não existe. Cria-se.
Será assim tão linear?

3 comentários:

valedovale disse...

Não querendo perturbar (ou complicar) a sua "odisseia", permito-me trazer-lhe para reflexão o conceito de tradução cultural. Que talvez lhe permitisse a criação de 1 espaço outro, no qual a trilogia conceptual que estabelece as três dimensões de “cultura culta ou cultivada”, “cultura popular” e “cultura de massa” pudessem comunicar.
Desculpe a intromissão.

CCF disse...

É um assunto que também me interessa muito. E sim, o público é que não existe mas se deseja que exista.
~CC~

Azul disse...

Olá Alexandre,

Embora tardiamente venho agradecer-lhe o Prémio que me atribuiu. Fico grata e enternecida pelo seu gesto.
Muito embora não me sinta merecedora de tal, não posso deixar de ficar feliz!

Um abraço
Azul