segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A mão do desejo ou a flexibilidade da grafite




Afinal tinha mais um desenho esquecido....!
Ps. Ironia das ironias...quase que tenho um prazer imenso com a sua descoberta. Prova provada que tenho andado mesmo afastado de papéis, tintas e outros que tais!!!
Ps2. a imagem anteriormente apresentada foi retirada. Esta é de um livro mais antigo.


sábado, 24 de janeiro de 2009


Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência!
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade!
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio!
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente... Isto é um princípio da natureza!
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância!
Solidão é muito mais do que isto...Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.
[Poema de Fátima Irene Pinto]

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

A questão


A leitura de um artigo sobre diários gráficos fez-me ter presente o há quanto tempo….num exercício contínuo, compulsivo de apropriação… não sinto o intenso prazer de desenhar.
Impulsionado pela leitura, percorro os meus arquivos.
Há apenas o silêncio - a radicalização negativa de ausência de trabalhos.
No fim, quase esquecidos, ilustrações de um estudo académico, uma série de trabalhos em pequeno formato, longe de uma certa monumentalidade ou da sedução fácil da paisagem, convidaram-me à contemplação demorada, a uma atenção ao pormenor.
A mente vagueia.
Rabiscado no meu “caderno gráfico” um apontamento lido algures:
Desenhar é acima de tudo perder tempo e assim resistir o possível à sua passagem.
Ps. Arrependo-me de todos os desenhos que não fiz.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Quando um pouco de quantificação vale mais que nada.


É um dado adquirido que numa sociedade mediática, o que não tem visibilidade não existe.
Tratando-se, na verdade, de uma afirmação algo simplista, tem a vantagem, todavia, de, incitar a questões pertinentes.
Perguntas que dizem respeito à compreensão dos públicos da cultura, que dada a sua densidade, deve ser olhada em detalhe para que possamos desvendar os nós de sentido que teimam em se esconder nos meandros mais subterrâneos da quotidianidade.

O que é que andas a fazer?.... Projectos sobre práticas culturais….

Pois é...! Ultimamente a minha "odisseia” tem sido a de leituras, mais leituras e outras leituras…constituídas em actualizadas base de dados para a compreensão dos públicos da(s) cultura(s), levantamentos que nos ajudam a compreender os públicos de diferentes actividades de lazer e divertimento.
Invariavelmente de um lado a trilogia conceptual que estabelece as três dimensões de “cultura culta ou cultivada”, “cultura popular” e “cultura de massa”, do outro o pensamento foge para uma pequena grande máxima do marketing:
O público não existe. Cria-se.
Será assim tão linear?

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

São as imagens que alimentam a imaginação e desencadeiam o trabalho criador.


Há quadros em que a “passagem entre as cenas” causa uma tensão entre a memória e sentimentos pessoais.

Este quadro (Noctâmbulos, 1942) de Edward Hopper sempre me fascinou.
Talvez, também, por ser um quadro que proporciona a possibilidade de criar e recriar sentidos.
Talvez por o entendimento das imagens ocorrer não naquilo que se vê, mas nos intervalos entre uma “cena e outra”, permitindo a liberdade de criar sentidos num “silêncio visual”.
É como estar envolvido num processo de recriação da memória.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Prémio dardos


Quando pequenos gestos, podem trazer-nos momentos de imensa felicidade…!

http://paredescardoso.blogspot.com/


presentearam-me com este prémio.

A ambas um beijinho de reconhecimento

a ambas o meu pedido de desculpas por só agora agradecer [pelo dardo 1 e pelo dardo 2.]
ps. cabe-me aqui mais um pedido de agradecimento e um outro de desculpas....ao JR Marto.


"Informações sobre o Prémio Dardos“

Com o Prémio Dardos reconhecem-se, os valores , que cada blogger emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais... os quais, em suma, demonstram a sua criatividade através do pensamento vivo, que está e permanece intacto entre as suas letras, entre os seus pensamentos e logicamente escritos.

Estes selos, foram criados com a intenção de promover o salutar convívio entre os bloggers, uma forma de demonstrar carinho e, reconhecimento por um trabalho, que agregue valor à Web.

Quem recebe o “Prémio Dardos” e o aceita deve seguir algumas regras:

1. - Exibir a distinta imagem;

2. - Linkar o blog pelo qual recebeu o prémio;

3. - Escolher outros blogs a quem entregar o "Prémio Dardos".


assim...e embora este último ponto seja de difícil escolha…mas aqui vai:
http://paixaodossentidos.blogspot.com/
http://observandoporai.blogspot.com/

…assim aqui ficam as minhas 15 “nomeações”! Porquê 15?
Quando se gosta de um número tudo se faz para o não defraudar…e porque também são estas as regras!!!

Vi ontem uma paisagem


Que sonhos tenho? Não sei.

Porque eu não sou só um sonhador, em mim o que há de primordial é o hábito e o jeito de sonhar, assim, sou um sonhador exclusivamente.
Mesmo tendo como certo um sentido impulsivo de sonhador….é sempre bom fazer-se, de quando em quando, uma retrospectiva de vida.


Assim:
à minha incapacidade de viver chamaria génio, à minha cobardia coloria-a de lhe chamar requinte.
[Fernando Pessoa, o livro do desassossego]

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

São lugares de memória


Vai o nosso olhar pelo objecto da atenção

[caminho por entre “frias geadas” de forma a encontrar os sonhos ainda mais do que na realidade.
São coisas muitos simples.
Tudo aqui parece simplificado.
Às vezes pelo excesso, outras pela carência.]

dizem que o olhar interior não ilumina uniformemente.