terça-feira, 29 de dezembro de 2009

…talvez 2010 seja um bom ano para o fazer.


“- Gatinho Cheshire – começou Alice timidamente (…) – Diga-me, por favor, a partir daqui, que caminho é que devo seguir?
- Isso depende do sítio para onde queres ir – respondeu o Gato.
- Pouco me importa para onde – disse Alice.
- Então não tem importância para que lado vais – disse o Gato.
- Contanto que vá dar a qualquer parte – acrescentou Alice, explicando-se melhor.
- Ah, isso é que vais, de certeza – disse o Gato -, se andares o suficiente…

Lewis Carroll, Alice no País das Maravilhas

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Post-it


Aqui e acolá, ao vivo e por escrito, tenho-me questionado: porquê tristeza, apatia, letargia…? Excluindo a resposta mais fácil, uma qualquer variante, que seria outra pergunta: porque não?

Pensando bem, fui perdendo muitas palavras pelo caminho para chegar à pergunta inicial e tocar o problema:

- vida preenchida com factos e circunstâncias que não explicam este mundo de papel, onde humanos têm cérebro no lugar do coração e no lugar do cérebro o vazio.

A melancolia de Albrecht Dürer, sugere a resposta a estas e outras perguntas:
- Talvez a pergunta inicial tenha ficado respondida. Ou devia ter permanecido em silêncio?

Pensei que sabia - “Acerca daquilo de que não se pode falar, tem que se ficar em silêncio”.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Baú dos negativos # 1




Há muito, muito pouco tempo, numa parede em casa particular.

nota: texto em construção...!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Era assim que eu queria acordar


Abrir a janela e sentir o gelo das manhãs de "quase inverno" misturado com aromas de flores silvestres.
Abrir a porta e…entrar... numa vista destas.
Quem sabe, na reforma...!

domingo, 22 de novembro de 2009

Quando um cogumelo é mais do que um “cogumelo bonito”…


"Uma das numerosas coisas do Céu e da Terra com que os filósofos não sonharam é isto - e brandiu a mão -, somos nós, é o mundo moderno. "Não se pode prescindir de Deus, a não ser durante a juventude e a prosperidade. "Pois bem, eis que temos juventude e prosperidade até ao último dia de vida. Que resulta daí? É manifesto que não podemos ser independentes de Deus. «O sentimento religioso compensará todas as nossas perdas.» Mas não há, para nós, perdas a ser compensadas; o sentimento religioso é supérfluo. E., porque iríamos nós atrás de um sucedâneo dos desejos juvenis, quando os desejos juvenis nunca nos faltaram? De um sucedâneo de distracções, quando continuamos a gozar todas as velhas' tolices até ao fim? Que necessidade temos nós de repouso, quando o nosso corpo e o nosso espírito continuam a deleitar-se na actividade? De consolação, quando temos a soma?"
[Aldous Huxley, Admirável Mundo Novo]

Amanita muscaria ou o Amanita nem sempre é um cogumelo conhecido pelo seu nome científico ou nome comum, no entanto, a imagem, deste cogumelo, será provavelmente familiar.

Nos últimos tempos, é o cogumelo que foi adoptado como o "protótipo" em cartões de Natal, histórias infantis…etc., etc...

No entanto, é mais do que... um cogumelo "bonito"...!
(…) Dizem os relatos que pessoas sob os efeitos dos princípios activos do cogumelo escarlate mosqueado tornam-se hiperactivos, fazendo movimentos compulsivos e descoordenados, falando sem parar e com a percepção de realidade totalmente alterada.
e…em "Soma, Divine Mushroom of Immortality" Gordon Wasson acreditava que Soma (a causa do "êxtase" utilizada em cerimónias religiosas, mais de 4000 anos atrás…), mais não era do que as propriedades alucinógenas do A. muscaria.
ps. seria também esta a soma de Aldous Huxley...?!

admirável mundo novo #2


No prazer solitário da fotografia, numa galeria infinita de “figuras”, ouvem-se vozes…vêem-se personagens que saltam da “realidade” para a cabeça do “observador”, numa estranha ilusão do real.

abcdefghijklmnopqrstuvwxyz - serão só as 23 letras do alfabeto, combinadas entre si, que produzem os mais variados efeitos?

Ampliando a realidade constituo uma imagem ao alcance dos olhos e da imaginação do observador.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

…em que alguém nos diz!



[Sem nunca sabermos ao certo quem nos lê, aqui neste registo privado público, a informação, as mensagens infinitas, conformam a nossa realidade, valores, sentimentos, sentidos, modos de apreciação e de apropriação.
Um dia destes um mail, enviado por uma amiga, alvitrando que os meus tinham muito de enigmático, colocou-me perante um sem número que questões.
Numas mais prementes, noutras mais perenes, vou-me interrogando, entre outras, se este tipo de escritas não lembra um diário de um adolescente…em versão modernista digital e “neonizada”.
Têm sido páginas feitas de luz e ilusão, assumindo as amizades… num registo ausente de tom físico, a não serem muito mais do que comunicação.
Embora não tenha presente os primeiros textos, e com preguiça de consultar o histórico, também esse acto seria inútil pois sei bem que nunca aqui escrevi por solidão.]

Procura-se um amigo

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo.
Deve guardar segredo sem se sacrificar. Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim. Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo.

Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.
[Vinicius de Moraes]

Estou em mudanças, a mudar de opções, assim…!

abcdefghijklmnopqrstuvxwyz

abcdefghijklmnopqrstuvxwyz?

…porque passei grande parte do sábado a avaliar e a alinhavar informação.

Isto é muito complicado…
Ganho entusiasmo, interiorizo que sim, que tem que ser, mas…mas depois… vou adiando, adiando… até o dia em que a consciência (qualidade de murmúrio interior…) começa a pesar.
Por isso não, não quero adiar mais.
Ainda vou desanimar, ainda vou querer desistir, mas isso faz parte da teimosia…até lá…pelo menos, já me sinto melhor.
As primeiras linhas começam a compor-se...!

Ps1. Pensar o que me levou a esta “longa apatia”…até me faz arrepios.
Ps2.
de e para:
com todas as letras: abcdefghijklmnopqrstuvxwyz
ps3. acrescento: quão “estúpido” se pode ter sido!!!

...do contra....


há dias assim...!


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Quando um pensamento é alterado por um corrector ortográfico


Procurando definir um estado mental com um termo que o corrector do meu pc sublinhou a vermelho, propondo-me a substituição por fedido, podido, cosido, fundido, fugido, dorido…, a repreensão em forma de bloco (cuja fonética confundindo-se facilmente com aquilo que pensávamos…) remeteu para uma outra linha de pensamento.
Isto vai parecer um cliché, mas é mesmo assim: talvez dependa de nós a vida que nos pesa em cima dos ombros. E, se a maior parte das vezes, a indiferença é a única resposta, resta-nos fechar a porta e seguir caminho.

O tempo também nos ensina a não insistir, a não nos fazermos presentes quando não somos desejados.
Saber quando parar ainda é uma grande virtude, diz-se.

Ps1. alguém segreda a letra:
A formiga no carreiro
vinha em sentido contrário
(…)
Lerpou trepou às tábuas (bis)
que flutuavam nas águas (bis)
e do cimo de uma delas
virou-se para o formigueiro
mudem de rumo (bis)
já lá vem outro carreiro
(…)

[A Formiga No Carreiro. Composição: José Afonso]

Ps2. Talvez siga o conselho da correcção orientada…apenas invertendo a ordem de apresentação, em perfeita sintonia com causa/efeito: dorido - fugido.

Hoje descobri um novo uso para a mala do carro….


Sem pretensões a books e não estando mesmo a pensar em vender imagens.

Ps. a chuva que caía “aguçou o engenho”.
Em estúdio improvisado, utilizando para tal a mala do carro, sem tripé ou kit de iluminação, de peripécia em peripécia… lá consegui uma sessão fotográfica bem produtiva.
Venha daí o inverno…já tenho q.b. para me “entreter” ou será para “desafiar”…!

sábado, 14 de novembro de 2009

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Muitas vezes me questiono….


E se no meio do deserto encontra-se semáforos, usados para o tráfego de veículos, e o mesmo tivesse, no conjunto de círculos de luzes coloridas, como cor de aviso, a de grande comprimento de onda – o vermelho.
Qual seria o meu comportamento?
Teria pois todo um problema civilizacional, de cidadania ou seria de ética…!!!

Ps. Acreditem que tal pensamento é verdadeiro. Ocorre-me sempre que me dirijo para Montesinho e numa dada localidade, confrontado com semáforos e…vá a que velocidade vá…passa sempre a vermelho!
Não, não pensem que é uma crítica velada a quem lá os colocou, pois, parto do princípio que quem os instalou é porque estava(m) ciente(s) da sua “necessidade”.

As terras estão a “ficar de …”


Sem a resposta para as perguntas, um dia de telha, levou-me a procurar o silêncio da noite.
Decidido a passeio, sem rumo, procurando desenhar um sentido para o olhar, na companhia da voz sempre “mágica” da emma shapplin, meti-me pela noite escura.
Vagueando, divagando… quando, diante da imensidão da noite, a atenção do olhar, a ordem de pensamentos, assumiu, por momentos, uma nova prioridade.
Em voz muda e em voz invisível, naquele sinal, os seus avisos, as suas perguntas, trespassaram a mente.
A sua aposição, a sua resposta, sempre demasiado parecida com a nossa, não nos poderia satisfazer.
A pergunta tem algo de “perverso”.
A “descoberta” corresponde, neste contexto, ao anúncio da “…. do rural”?

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A memória vive num falso presente.


A memória quer completar a fotografia nunca revelada, ampliando e distorcendo o acontecimento... precisamente... porque é inventado.
A memória dá-se mal com o vazio.

...uma segunda vida das coisas


A emergência de um património é, geralmente, marcado por três etapas:
A primeira, caracterizada pela espontaneidade, resposta a um problema prático, remete para a produção do que se necessita, procurando satisfazer/assegurar a sobrevivência física.
A segunda, uma qualquer outra transformação, coloca fora do campo utilitário inicial o objecto produzido.
É na terceira, na passagem da segunda para a terceira etapa (na qual a ideia patrimonial emerge e se cristaliza), que o objecto adquire uma identidade patrimonial.

Assim, e após esta análise sumária destes processos, pode-se iluir que a descoberta do património pelos meios rurais está muito longe de corresponder a uma descoberta de algo que era ignorado. Talvez, um encarar do património e as suas representações, como uma “invenção cultural”, onde o património corresponde a “uma segunda vida das coisas”, adquirindo novos sentidos e funcionalidades.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

...Se Numa Noite de Inverno Um Viajante...


(...)
Terei eu a percepção do "telhado", do mistério que envolve a subtileza do xisto em equilíbrio?

Há inúmeras maneiras de interpretar a linguagem visual.
Em sentido amplo, tudo o que é visível tem forma.
A aparência externa de uma forma pode ser bastante complexa, pode não ser percebida de imediato, embora seja relativamente simples.
Sentimos que há um ponto no ângulo de um formato, que há uma linha marcando o contorno do objecto, que há planos envolvendo um volume e volumes ocupando o espaço.
Elementos conceptuais não são visíveis. Não existem na realidade, porém parecem estar presentes.
Assim:
- Telhado s.m. parte externa e superior de um edifício
- Depois…depois fui “roubar” ao Italo Calvino, o título, num livro em que ele magistralmente junta fragmentos de narrativas totalmente diferentes, mantendo um paralelo com a estória do “Leitor” e da “Leitora”.
- um segundo título…? Uma “ajuda” em jeito de desafio….que veio daqui [http://empequenasdoses.blogspot.com/]
(...)

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Qual vai ser o assunto? Não sei, a vida.


Embora há já muito que o soubesse, nunca é tarde para o relembrar: só no dicionário é que sucesso aparece antes de trabalho…!
Igualmente sei que esta linearidade ou verdades de la Palice… não se aplica a todos…digamos que devem andar por aí muitos dicionários ou com gralhas ou com cadernos mal intercalados….!
Embora, inclusive tenha no meu quintal trevos de 4 folhas (os 4 elementos da natureza: Ar, Fogo, Terra e Água) …nem mesmo assim a sorte me bafeja.
Assim, por estas e por outras e dado o meu dicionário ter as páginas todas e bem “ordenadas” ….só me resta um caminho: arregaçar as mangas e…começar por “acabar” esta “maldita” tese que me tem “pelos cabelos”.
Bem….ela também não é assim tão peste…eu, convínhamos, na verdade, não lhe tenho dado grande atenção… acho, e pelo que tenho ouvido, de que nestas alturas somos pródigos em arranjar desculpas (para não fazer…) e igualmente pródigos em arranjar outras tantas desculpas... por não se ter feito…!
Talvez nunca percamos nada, talvez apenas troquemos umas coisas por outras.
Talvez eu me culpabilize excessivamente, acredito que sim, a sensação de ter errado a vida sempre me surgiu desde que me conheço. Há alturas em que me sinto só, é evidente, e preferia não estar, mas... é
estúpido dizer isto, porque no fundo, sinto-me tão acompanhado!!!
…só estou a dizer banalidades. Está na hora de terminar esta conversa.

domingo, 1 de novembro de 2009

O valor documental


…para memória…!
Ps. obrigado à L. pela dica.

Tabuletas – a alma encantadora das ruas


Escritores desse grande livro colorido da cidade, eles, os pintores de tabuletas, muitos com arte e paciência de iluministas medievos - em escudos bizarros da cidade, aos poucos, foram "submergidos" pela proliferação da modernidade - néons e acrílicos.


Mas as tabuletas têm uma estranha filosofia: as tabuletas fazem pensar.
E...quanta coisa se pensa... conhecendo o "negócio" e... olhando a tabuleta…!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

na aldeia global

(…) Harvey parte del concepto de renta monopolista para definir la posición de los actores dominantes en el espacio urbano-regional: aquellos que poseen el capital suficiente para instalarse en lugares nodales de la globalización y obtener del sector público las inversiones necesarias en capital fijo para estos lugares, ciudades más o menos globales, sean competitivos.
La competitividad requiere apostar por la distinción, la diferencia, lo cual se expressa especialmente mediante la imagen o el perfil de la ciudad, la oferta cultural, el ambiente urbano. Pero, por outra parte, las firmas globalizadas tienden a la creación de produtos y entornos estandarizados, lo cual a la larga hará que todos los espacios globales dejen de ser competitivos. (…)


[In Capital financiero, propiedad inmobiliaria y cultura. David Harvey Neil Smith.
Museu d´Art Contemporani de Barcelona.]

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

o equilíbrio interior


Não tenho qualquer prazer em separar-me destas palavras, até porque nenhuma outra me vem para o lugar delas.
Ao contrário do que pensam os espíritos, que apenas ouvem o tilintar das palavras – limites do pensamento, limites da razão, afinal, a verdade sou eu.

domingo, 25 de outubro de 2009

estórias...


Em singularidades num registo de saber técnico, práticas partilhadas entre o trabalho e o ócio, este apontamento apenas evocado, é, no entanto um arquivo, um projecto de guardar e poder mostrar os testemunhos materiais de outras “realidades”.



Obrigado às artesãs e à I. que contribuíram para a fundamentação deste "conhecimento".

ps. como de costume....o eterno link


http://www.youtube.com/watch?v=dVmyGdkLqRY

sábado, 24 de outubro de 2009

Surpreendido pelo arco-íris que beijou num repente o castelo e me deixou em silêncio.


Satisfeito com o “momento conseguido”, no pensamento alimentado por praxis e horas e horas de leituras, acariciando palavras, pensando em post´s - explanar teorias, preocupações legítimas e reais: cidades de interior, cidades históricas, cidades criativas…(e apesar do seu conceito se ter massificado – porque não, também, uma cidadela design district…) artigo de cosmopolitização da cidade, epifenómeno centrado no “vigor” das suas indústrias criativas, em ofertas culturais, qualidade e sofisticação dos seus equipamentos!!!


Queria partilhar. Depois… depois, são outras as lógicas (ilógicas) que aqui, ali e acolá se vão instalando.

…todo o conhecimento, todo o saber fazer, o acto de partilha… a luminosidade perdeu a vida nas nuvens.


Olho como o entardecer de Outono pousa suavemente sobre a cidade.
Surpreendido pelo arco-íris que beijou num repente o castelo e me deixou em silêncio, aquela tarde parecia um momento mágico em que sonhos e presságios de dias felizes ainda por vir passeavam nas ameias do castelo – um intenso convite a largar tudo e partir.


O céu é vasto como se guardasse um segredo imenso.
Risco os dias outra vez.
Desculpem, sim? Eu volto já.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Por isso adoro o Outono….


Caem as primeiras folhas.
As primeiras chuvas.
Há um cheiro inebriante a terra molhada no ar….
As noites começam a ficar frias e... mais um cobertor na cama…é tão bem-vindo!
De um cobertor na cama…e de alguém que nos aqueça os pés.
É o problema do Outono!!!!

domingo, 18 de outubro de 2009

Condomínios fechados: paradigmas na paisagem…


Ocupando um lugar próprio no espaço e sociedade contemporânea, os condomínios fechados, entre outros aspectos, reflectem mudanças culturais e o advento de novos estilos de vida.
Associados a fenómenos de globalização, a processos de reestruturação económica ou a uma nova estrutura social e a uma nova relação entre classes ou grupos sociais…, igualmente podem ilustrar a crescente preocupação com a questão da segurança.
Para além dos elementos introduzidos, resta apenas chamar a atenção para a importância de alguns aspectos que não puderam encontrar espaço suficiente ao longo do seu corpo.

Assim, no desconhecimento sobre a existência ou não de informação sistematizada sobre o fenómeno condomínios fechados versus aves, decidimo-nos pela publicitação directa de informação.

… um marco de afectos….!


Ao procurar o melhor enquadramento de registo para com esta “peça”, inicialmente o pensamento ia-se encaminhando para os readymade do Duchamp…depois, no seguimento dos meus intermináveis monólogos interiores…, inclinava-me para um certo cunho de vanguardismo de arte pública (efémera ou não)…, abordando o tema noutras perspectivas, debatendo/confrontando as intermináveis questões académicas, neste monobloco possibilitando uma liberdade de expressão, vou-me ficando pelo prazer que deve ter o (a) carteiro (carteira) ao aqui colocar correspondência.

Ou não fosse este marco pela sua linguagem individual, pela carga simbólica de que é portador, um marco de afectos….!


Ps. de tão interessante a “peça” a sua localização: em direcção a Vila Nova logo a seguir ao cruzamento para o S. Jorge.

sábado, 17 de outubro de 2009

PDA´s


Este PDA (1) embora com dimensões reduzidas, contudo e de acordo com a memória RAM (2) do seu utilizador, para além da rapidez, pode possuir (ou não...) grande quantidade de memória e diversas áreas de interesse.
A interface, simples e bem familiar aos usuários dos portáteis, extremamente fácil de manipular e utilizar, pode ser moldada através de temas que os próprios usuários podem criar, podendo, ainda, o sistema possuir um bom conjunto de aplicativos: leitor de música digital, jogos e até visualizadores de vídeo (não acoplados).
Sendo uma ferramenta útil em cálculos comuns, o reconhecimento de escrita, ou o raciocínio lógico e/ou abstracto também estão presentes, sendo apenas necessário a indispensável sincronização com os neurónios tranquilamente escondidos nas profundezas de cada hemisfério… dos utilizadores.
Prático, portátil e fácil de usar, é de referir que com as vantagens desta solução, é possível proporcionar uma maior profundidade na abordagem de conteúdos através de um manuseio mais interactivo.


Informações do produto:
Software na “língua” do utilizador, com licença para número ilimitado de usuários.
• Permite fazer anotações em apresentações e outros aplicativos, com a caneta... não electrónica.
• Área activa: 20 cm x 15 cm .
• Garantia (i)limitada e indexada às características do utilizador para hardware e software.
• Transmissão de dados por wireless.
• Extremamente portátil, podendo ser transportado na “maleta “fornecida.

Nota 1: Num apontamento de ironia…foi para mim uma agradável surpresa saber e ver que ainda há quem não deixe que a “memória” se apague.
Nota 2:
(1) PDA – Placa De Ardósia
(2) RAM – Rapidez Acção Motora

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Teorias de Paciência….!


Nas mãos da mulher o simples suporte em tessituras de vime ganha forma e beleza, unicamente possíveis pela perícia da mão na orientação das varas moles e flexíveis.

Posfácio. num mundo que se massifica e em que tudo é igual em toda a parte, artes e ofícios tradicionais: sinais de atraso económico ou elementos importantes do nosso património e identidade?!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

...untitled!!!


Um texto em dois andamentos

Frequentadora de papelarias míticas, marca de um renascer de ideias e de conceitos, com as suas páginas de papel sem ácido em branco, companheira e confidente acompanhou o imaginário do tempo, capturando/registando detalhes de terras e gentes.
Claro que falo da lendária senão mesmo legendária Moleskine.
Agora, convertida em sinal de culto ou de status, o certo é que mantêm o fadário do bolso em bolso, contudo, ao que lhe encontro mais “piada” é que devido a este seu novo status, desenhos e pinturas, apontamentos e sugestões deram lugar a lembretes e notas.

Ps1. É para mim uma delicia (perversa, talvez )…. a visão, quando em reuniões, todos os presentes puxam do seu status – da sua moleskine para….tirar apontamentos.
Ps2. Eu?.... Confesso: faço a figura do “pobretanas” que ainda continua a utilizar o Basic Black da Ambar e as suas folhas brancas…!
Moleskine para mim ainda continua a ser sinónimo de atractividade, de sensualidade: pronta a registos, esquissos, olhares roubados, segredos de confidências - viagens pelo “mundo”.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Entre montanhas a tocarem os céus e aldeias perdidas no horizonte …


A varanda é normalmente entendida como a parte da casa que estabelece uma transição gradual entre os espaços internos e os espaços externos.
Engalanadas por sardinheiras e craveiros pendurados nas janelas, para além do conviver, lides domésticas e de uma ou outra “cusquice” é também na varanda que se produzem algumas actividades: cebolas e/ou ervas aromáticas dependuradas, abóboras e castanhas pousadas, roupa a enxugar…, são estes alguns usos que esta divisão da casa rural costuma ter, ou pelo menos, assim o pensava até me ter deparado com esta.
Espicaçado pela curiosidade amiúdes vezes por ali tenho passado, na tentativa de melhor perceber o uso dado ao espelho…e à tomada ali colocada.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Outono


Tarde pintada
Por não sei que pintor.
Nunca vi tanta cor
Tão colorida!
Se é de morte ou de vida,
Não é comigo.
Eu, simplesmente, digo
Que há fantasia
Neste dia,
Que o mundo me parece
Vestido por ciganas adivinhas,
E que gosto de o ver, e me apetece
Ter folhas, como as vinhas.
Miguel Torga, Diário X (1966)

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

...a grandiosidade das pequenas coisas!

Ps. hoje estou dado à preguiça. não me apetece grande escrita.
ps2. ainda saboreio uma (re)visita ao museu do amadeo souza cardoso e ...evasões junto destes meus montes.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Jogo de Palavras


O silêncio é uma travessia.
Há que ter bagagem para ousar essa viagem.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A Paixão dos Sentidos







Invariavelmente perguntam-me o que me leva a “saltar” da cama às cinco da manha…!
Talvez, esta versão muito, muito reduzida de uma madrugada de brama ajude a perceber o que é uma paixão de sentidos!

domingo, 27 de setembro de 2009

A fita


Com significâncias várias, a fita, igualmente é referenciada num sem número de situações.
Na vida política versus inaugurações, tem o seu momento alto no corte da fita, na vida académica adquire sabor de quase fim com a queima das fitas, também no cinema temos a fita e muitas vezes nas vidas privadas, mais ou menos íntimas, fazem-se algumas fitas…!
Talvez o sentido que mais se coaduna com o meu pensamento de hoje, seja, o que me é dado pelo dicionário - no figurativo é: “história arranjada para iludir outrem”.
Não pretendendo dar razão aos outros sentidos, igualmente constantes do dicionário consultado….como sejam: desordem; escândalo; fazer escândalo, etc., hoje numa deslocação para mais uma observação da brama, ao depararmos num caminho rural mas público “interrompido” com uma fita…resolvemos, como pessoas bem formadas que somos, não “prevaricar a instrução dada pela fita” utilizando “esse” caminho.
Não me apetece esmiuçar sobre os autores, as intenções e o significado da fita.
Até porque há sempre a hipótese de elementos da natureza, a saber o vento, de “sopro em sopro” a fita ter sido levada para junto dos arbustos e de rodopios em rodopios ter sida atada aos mesmos.
Confesso que não estou para aqui a pretender fazer fitas….mas nestes dias que têm antecedido a brama, e dado ter algumas fotografias alojadas em sites da chamada fotografia de natureza, têm sido inúmeros os convites, com programas turísticos mais ou menos completos de fim-de-semana, para participar/fotografar a brama - em Espanha claro.
Igualmente o meu amigo L., manifestando também a sua estupefacção pela fita…e procurando tirar/encontrar ilações na sua colocação, comentava que a televisão espanhola em leituras inteligentes de captação de nichos de mercado interessado, têm transmitido inúmeros programas sobre a brama.

Claro que não sou adepto de turismos de massas, mas, deixem-se de fitas:
Afinal a quem interessou aquela fita?

sábado, 26 de setembro de 2009

Junto àquela árvore


O céu é um estratagema. A cor integra-se no suporte, fazendo surgir uma imagem que, dinamicamente, se transforma.
Procuram-se todas as possibilidades: A síntese da árvore torna-se na síntese da própria vida
O céu, sobre ela, transparente e compreensível.


Junto àquela árvore – é um bom motivo para um encontro!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Porque o jogo complexo varia continuamente segundo o ponto de vista do espectador!


Embora o meu imaginário se apoie num “vasto universo”, a imaginação e o humor jogam no plano das perspectivas visuais - a forma como este “artista” conseguiu incutir na sua “obra” uma carga tão intensa de criatividade e movimento.
Não há dúvida que estes “artistas” conferem às suas obras um poder de metamorfose surpreendente.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

I don´t know the answer, my friend…


How many roads must a man walk down/ Before you call him a man?/ Yes, and how many seas must a white dove sail/ Before she sleeps in the sand?

I don´t know the answer, my friend…


Ps. obrigado Bob Dylan

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A manipulação dos elementos de um sinal

Pelos mais diferentes motivos, práticas ou meramente decorativos, sinais pictóricos foram alterados e manipulados deliberadamente.
Assim, linhas, círculos, semi-círculos, cruzes e meias cruzes, gravadas na Tala da Justiça, assumem o signo de multas.
Nesse momento, as figuras transformaram-se numa escrita que conservou o pensamento e pela compreensão dos sinais, a sua leitura em qualquer época.

Rio de Onor.Setembro.2009

Ps. um obrigado ao homem do registo, o L., meu "eterno companheiro de viagens".



video

Ps2. o eterno problema da definição...assim aqui fica o link
http://www.youtube.com/watch?v=uLu2wcd9HVc&feature=channel

terça-feira, 8 de setembro de 2009

…nos intervalos da ilusão!


A figura mais admirável é aquela que, pelas suas acções, melhor expressa a paixão que a anima.

sábado, 29 de agosto de 2009

(Re)velações do olhar


…numa releitura da Trilogia do Olhar!!!

A mediação do olhar



Sem ainda perceber qual a relação entre o pensamento que me ocorreu e a imagem que tinha na lente…contudo, confesso, que no momento o mesmo voou para uma das estrofes da Valsinha (Vinícius de Moraes – Chico Buarque)“
(…) Olhou-a dum jeito (…)
Talvez, inconscientemente, por analogia, tenha-me apropriado da imagem, para um outro olhar….
Talvez tenha captado um momento (...um olhar") do quotidiano…

Talvez, usando e abusando com os significados da linguagem visual, tenha exercitado a capacidade de desenvolver a nossa sensibilidade, gerando emoções e sentimentos, aprofundando a sua magia e “divagando”… materializar visões, sonhos, medos e recordações com que nos identificamos e que não sabemos exprimir…
…imagens que nos reinventam e libertam?!

Ps.:
Quero escutar um conto, história
triste
não me importo
mas não desisto de um final
feliz e nele me perco movido
movido por ideias.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A procura do indeterminado


É tão agradável a luz retalhada pelas sombras.


Para este prazer contribui, a incerteza, o não ver tudo, e o poder-se passear com a imaginação, quanto do que não se vê.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

A palavra pintada


Quem me dera ter um sol pintado para pregar sobre este céu opaco, pesado como o chumbo.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

De vez em quando é assim, este longo silêncio!


Uma visita muito pura à igreja de S. Julião de Palácios.
Na peça a escolha é voluntária e arbitrária.

O subconsciente lá tem as suas razões.