sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Narração de um presente com um gesto em vez de um olhar


No centro do meu “trabalho” de fotógrafo e na visível diversidade dos meus temas, reside a ideia de experiência.
A fotografia permite ver em fracções de segundo coisas que muitas pessoas não se apercebem por mais que olhem.

A câmara varre espontaneamente a rua. Elejo “faces gloriosas”:

[“Aquelas que vivem atitudes de passagem. Porque não duram mais que breves instantes, fracções de sentimentos alterados entre a alegria e a tristeza, o amor e o ódio, o entusiasmo e a retracção”.]

A cidade revela o seu anonimato a fotografia retribui ao registar os seus intérpretes.
Aquela coincidência, velocíssima, e pronto: “aprisionar ou largar”.

A narração deste momento emerge do forte compromisso; o “fotógrafo” elege mas não os individualiza; estabelece laços inesperados entre pessoas e lugares, cidades e histórias.

5 comentários:

un dress disse...

so r r ir :)

isabel mendes ferreira disse...

o fotógrafo "revela-se".





____________beijo.

Gi disse...

Momentos irrepetíveis. Guardadoras de memórias que aprisionamos no tempo . Auxiiares de memória . também acho que a fotografia é isso tudo . Não te sabia apreciador desse outrolado da objectiva.

Já estive na tua Mão-de-Fátima ... novidade absoluta!


Beijinhos

Aprendiz de Viajante disse...

Gosto imenso das tuas fotografias... e do que dizes! Tenho perdido imenso ficando fechada no meu mundo, realmente tenho aumentar as viagens na blogosfera... este teu lugar vale a pena!


Um abraço e parabéns pela sensibilidade!

Aprendiz de Viajante disse...

A Natureza tem outras formas de deitar lágrimas... as gotas de água a deslizar nas flores são sempre um sinal de VIDA! Foi isso que quis captar quando fotografei aquela imagem.

Um abraço