quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

As ruas encantadas



Questionado por mail sobre a existência ou não de batentes Mão-de-Fátima por estas bandas, embora com uma grande certeza da sua existência, resolvi aproveitar a manhã de “feriado” (ou não tivesse o pedido sido escrito por umas mão deliciosamente femininas – está bem confesso, não resisto a mãos delicadas) para calcorrear ruas e vielas.
Habituados como estamos “ao acabado de construir”, integrados numa paisagem urbana homogénea, agradou retomar o contacto com o passado…tímidos voyers de um imenso e contínuo objecto encontrado.

A retina e o cérebro espapaçam-se e, por fim, um último confronto:

Bruno Munari afirmou acertadamente que cada um vê o que sabe. Claro que são necessários outros requisitos …

De resto, a avaliação puramente prática com respeito ao grau de utilidade de um utensílio obedece a uma escala afectiva de valores, transformando-o numa propriedade cobiçada…!

Ps. Tal como pensava as portas do casario da parte velha da cidade são detentoras de diversos exemplares dos batentes Mão-de-Fátima.

3 comentários:

Paredes Cardoso disse...

Bom-dia Alexandre.
Gostaria de pensar neste batente como a famosa medusa. Deusa grega, representada apenas com a cabeça, cabelos de serpente, petrificando aqueles que a olhavam directamente nos olhos..., mas parece-me não haver serpentes no cabelo.

un dress disse...

Cada um se traduz em tudO.

lindo. muito!

assim te traduzes...:)





.beijO

Gi disse...

e eu que nunca tinha ouvido o termo Mão-de-Fátima. Aldrabas sim , recordam-se os locais da minha infãncia onde vivia rodeada de edifícios de construção pombalina e onde elas ainda não tinham sido substituídas pelas campainhas (que diga-se de passagem fizeram a alegria da pequenada quando começaram a aparecer e dores de cabeça a muitas donas de casa ...) .

Sempre a aprender !.

Um beijo