sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

A fotografia como meio de produzir tempo


Um testemunho privilegiado das nossas memórias, pessoais e colectivas: a fotografia persistiu e persiste como um dos meios mais privilegiados de análise da transitoriedade do espaço e da vida urbana.

Intérprete da actualidade, o fotógrafo é, como sugere Susan Sonlag, uma “versão armada do caminhante solitário, que explora, ronda e percorre o inferno urbano, e do “voyeurista” errante que descobre a cidade como uma paisagem de extremos voluptuosos […] e que o fotógrafo captura”.


Ainda que em silêncio, e com o rosto oculto na câmara, transformo o movimento em imobilidade - é a “Arte de congelar o tempo”.

Nota: Também isto é memória e, assim, também é tempo construído.

7 comentários:

ivone disse...

e assim se constrói atempadamente...

un dress disse...

viver contos de cidades desertas...


reencontrando-as

no mais denso

inverno.

no mais

nocturno

e

silencioso.




.beijO

deep disse...

Uma cidade fotogénica... ou o mérito é do fotógrafo?

A fotografia cristaliza o tempo e o espaço e faz vivas as memórias!

Beijinho

isabel mendes ferreira disse...

bom "tempo".


assim "apanhado" no cruzamento da memória.


______________
cordialmente.

Um Momento disse...

E também eu amo fotografia...
( mas não sou fotógrafa)
E sim... presentes memórias se tornarão:)

Deixo um beijo sorrindo

(*)

Paredes Cardoso disse...

Caro Alexandre Castro,
o seu olhar através da lente é pleno de significados.
:)

Betty Branco Martins disse...

______________________querido Alexrandre




tocaram nos limites
o absurdo______________violentamente___explodiu_____em doçura

sentidas as margens
_________o húmido pousio das garças

______________o silêncio____________...





beijO c/ carinhO