segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Íntima significação


Mal fora iniciada a secreta viagem
um Deus me segredou que não iria só.

Por isso a cada vulto os sentidos reagem,
supondo ser a luz que Deus me
segredou

David Mourão-Ferreira in A Secreta Viagem

Posfácio. Mais importante do que haver milagres é acreditarmos que os há.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

A Letra, o Espírito, a Letra


É certo e sabido que é na intervenção ao nível do imaginário que se concentra um poder quase incontrolável.

Analiso o primeiro plano.
Analiso os elementos da imagem.
Questiono a sugestão da imagem.

- Diabo ao telefone…!

A emergência de sentidos múltiplos.

Como não perceber, pois, este discurso como um discurso de sedução?

- A tentação do pecado!

Ou será que estamos perante:

- Irreverente, quem? Eu?

Um discurso que se desmultiplica sempre para nos compreender melhor e assumir o nosso ponto de vista.

Ainda meio indeciso se hei-de ou não enviar esta imagem para a PT Comunicações, quem sabe, servindo para uma qualquer campanha publicitária…. convido a entrar neste “paraíso” imaginário, pois:

- A solução está na sua mão….!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

...suspiros...!

Até tenho coisas para contar mas...
Ai que prazer

Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.

hummm...!

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Entre a sombra e o sonho


Fecha-se um ciclo, que se renova em si, com mais força e intensidade e, tendo-a encontrado, prossegue um rastro cheio de aromas de um certo romantismo oitocentista.


Às vezes pergunto se
Às vezes pergunto quem
(...)
Com quem nunca mais vem
Tão longe de mim tão perto
Ninguém assim por ninguém
Manuel Alegre


Posfácio. Sê tão feliz como se eu estivesse contigo (Não penses que não estou agora junto a ti). Walt Whitman

domingo, 2 de dezembro de 2007

Os meus demónios


Todos os seres têm os seus demónios.
São entidades espirituais ao mesmo tempo inferiores e superiores a nós, a quem obedecemos sem saber.

Assumo-os de forma consciente.

Difícil paradoxo: posso ser ouvido por todos, mas só posso ser escutado pelos sujeitos que têm exactamente e presentemente a mesma linguagem que eu.

A espera é um encantamento. Intervalos de espaço, intervalos de tempo, fusão dos instantes.

Neste palco imaterial abdica-se da sua materialização para somente poder ser absorvido pela sensação – investe-se numa relação cúmplice, num leitor activo de mensagens – numa relação interpessoal (ais) electrónica global.

Toda esta conversa acerca de “relações virtuais” não passa disso mesmo, de conversa.

Mas, quando a “imagem” na comunicação electrónica nos é mais familiar (e, porque não assumir, por vezes muito ansiosamente desejada) do que a da “vizinha” que mora ao lado, é porque qualquer coisa mudou na nossa vida corrente, mesmo se nenhuma evolui para um esclarecimento ou uma transformação.