segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Aqui e Além


O proprietário ausente é a maior “maldição” da paisagem rural. O antigo proprietário, o homem que a criou, foi extinto à força de “factores externos” em que várias linhas de força operaram simultaneamente, e os novos proprietários habitam na cidade ou nos seus arredores.
Aceitamo-la como um dado!
Consequentemente, o sentido da própria responsabilidade, que nasce do conhecimento e do amor a uma determinada parcela rústica, não está presente.
E a ideia perdeu-se. Muito frequentemente perdida para sempre…!

Felizmente o espaço rural não foi inteiramente abandonado. Ainda sobrevivem aquelas aldeias que estudam humildemente o seu de campo e que se demarcam do panorama geral da decadência, desarrumação e descuido.

4 comentários:

vermella disse...

Pasa ahí e tamén aquí,agora hai leis que obrigan a manter as fragas,as fincas,os montes ben cortados e limpos pero onde está a beleza da terra traballada?,dos prados cortados?............
beijo e moito obrigada polos teus agarimos.

deep disse...

Olá, Alexandre. Antes de mais, obrigada pelas suas palavras simpáticas no "letras".

Já fui espreitar o seu álbum de fotografias. Parabéns!

Continuação de boa semana! :)

São disse...

Meu caro, não se angustie muito porque os espanhóis existem e metade do Alentejo já lhes está nas mãos!
Saudações!

Pequete disse...

Ultimamente eu e o L. temos dado uns passeios pelas aldeias espanholas nossas vizinhas e o panorama é bem mais desolador do que deste lado da fronteira. Aldeias inteiras a cair em ruínas, sem uma única horta, quanto mais um campo de cereal cultivado. Apenas meia dúzia de carros dos visitantes de fim de semana. Por outro lado, os bosques alastram, luxuriantes, e a paisagem natural que começa a reaver o que em tempos já foi seu não é menos bonita... Embora concorde que são tristes, as aldeias e os campos abandonados, compreendo as pessoas que preferem uma vida mais fácil. E uma vez que ninguém as incentiva a ficar, o inevitável acontece...