quarta-feira, 18 de julho de 2007

Outra Coisa ou o Ruído da Alma?


Só um pensamento no momento para nos despertar.


(…)

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: “vem por aqui”!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou…
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou,
- Sei que não vou por aí!


Cântico Negro
, José Régio


Ps. Obrigado Ana Ramon pelas tuas palavras. Voltei ao teu blog e calmamente saboreando a escrita e os “actos” confesso que fiquei com muita inveja….! Nem sabia que se podia ter tanta!

5 comentários:

JRL disse...

Bonito texto do José Régio e bela fotografia.

Manuela Viola disse...

Lindas estas fotos. A natureza tem destas coisas maravilhosas.

hfm disse...

Belo!

Pequete disse...

Ora bem, segundo o "livro-maravilha" de que lhe falei, e para o caso de não ter ainda descoberto, esta parece ser uma Plebejus argus. Os adultos vêem-se de Junho a Agosto em áreas montanhosas com vegetação rasteira ou arbustiva (alimentam-se de sargaço, trevos e tojos, entre outros). Na Europa existe em 39 países, está em declínio em Inglaterra, França e Bélgica, mas cá é geralmente comum a norte do Tejo.

De Amor e de Terra disse...

Que beleza de fotografia, de ser fotografado e de Poema...

José Régio apesar do seu ar circunspecto, tinha forçosamente que ser inconformista e inconformado; daí, quanto a mim, só ele poderia ter escrito este belíssimo Poema.

Obrigada por relembrar e partilhar.

Maria Mamede