terça-feira, 5 de junho de 2007

Segundo acto - A música do silêncio


O seu ar pensativo, triste, solitário, levou-me a crer da possibilidade de reencarnação ainda em vida…!
Assim principia este escrito de hoje, terça-feira 5 de Junho.

Passar um dia com um pensamento dá-nos uma sensação grata. Não deixa, contudo, de ser interessante as palavras procurarem-nos, sem que sejamos nós a escolhê-las.
Em viagem, o caminhante anda em busca e transfigura-se ou simplesmente encontra-se, o motivo para a mudança, a compreensão do que já existe, o encontro antes da procura.
É na tempestade que se conhece o marinheiro. É no caos generalizado, e porque esta parece uma condição estabelecida que com mais clareza se pode reflectir e ver as possibilidades de mudança.

Os anjos de mármore ficarão para sempre ouvindo
Que eles também falam em silêncio.

Cecília Meireles

1 comentário:

Manuela Viola disse...

Não estou segura que seja no caos que se reflita com mais clareza, mas certamente é no caos, que "se quisermos" (e é preciso querermos!), se evoca e se decide a mudança.