terça-feira, 26 de junho de 2007

Aguarelas e Aguadas


O Sentido das Imagens ou Síntese em Aberto!?


Manchas, traços, um misto de desenho e pintura. Mancha de temas convergentes - Rituais de Inverno com Máscara.

Sínopse. O labirinto permite o acesso a um centro por uma espécie de viagem iniciática, mas sem cair em buscas de ancestral idades míticas ou inábeis interpretações folclóricas reinventa das, refuncionalizadas e readaptadas para um consumo público de massas.

Prefácio. Ultimamente tenho andado demasiado “lamechas”…!
Tentando contrariar e combater esta “atmosfera” negativa que me rodeia lá me enchi de coragem e…pela frente uma tela branca…!

Posfácio. Desertificação, terra estéril, etc., etc., são epítetos demasiado politizados para os meus gostos e como tal procurei criar distância em relação ao imperativo emocional e com as dificuldades da alma - Vejo uma memória!

Ainda que em palcos diferentes, assim, se deixa este trabalho de síntese em aberto.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Procura-se um Amigo




(…)
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.


ps1. confesso que esta minha imagem não deveria estar aqui....mas já dei voltas e mais voltas e não a consigo colocar no perfil. Assim, rendo-me e por aqui vai ter que ficar...!Claro que já agora aproveito e apropriando-me de um texto do Vinicius de Moraes, procuro dar-lhe um outro significado!!!
ps2. Obrigado M.V. pelas sempre amigas e ternas palavras.
ps3. Obrigado JRL pela "doçura" na sensibilidade.

Não me contento.


E isto continua [SOLIDÃO] … simplesmente não consigo mudar a minha maneira de ser...


Porque apenas nos damos conta de quão solitário é o nosso caminho quando estamos junto dos outros?


Às vezes parece que ponho mais coisas em causa que os outros!
Talvez não seja assim, talvez seja apenas impressão!


A vida exige que a ausência se instale ???

A uma estranha!!!


Olhando o mar, sonho sem ter de quê.

Nada no mar, salvo o ser mar, se vê.

Mas de se nada ver quanto a alma sonha!

De que me servem a verdade e a fé?


(…)


Se tive amores? Já não sei se os tive.

Quem ontem fui já hoje em mim não vive.

Bebe, que tudo é líquido e embriaga,

E a vida morre enquanto o ser revive.


Fernando Pessoa

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Gosto de fotografias silenciosas…




Aquilo que a fotografia reproduz ao infinito só acontece uma vez.
Até mesmo quando a fotografia é “pensativa” ela só sabe dizer aquilo que dá a ver.

Sei que o espaço entre as imagens, o que as precede ou sucede, a sua relação com um texto, alteram decisivamente a sua relação com o espectador, e muitas vezes, uma legenda pode valer como fotografia ela própria.

Eu procuro explicitar uma série de imagens relacionadas com uma cor, com uma textura, com uma forma. Deformação de quem também gosta de arte?!

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Mil Sentimentos - Voos, Cores e Beleza em Solidão...!!!


Cansado “do mundo que me rodeia”, e fascinado por certas habilidades no voar, o colorido das suas plumagens, a beleza dos seus cantos…, resolvi abrir a porta para um mundo fascinante e apaixonante – a ornitologia.

Binóculos, livro-guia, caderno-de-notas e máquina fotográfica e lá me tenho “escapado”…

Claro que nos documentários televisivos as “coisas” são bem mais fáceis:
Em poucos minutos assistimos a uma panóplia de situações:
Águias caçando coelhos a poucos metros…., abutres levando presas nas suas garras..etc, etc…
Mas mesmo assim não tenho desanimado a minha mente curiosa.
Mantenho a convicção de que em qualquer momento aparecerá algo que recompense estas saídas muiiiito matinais.
Por enquanto, e para além da grande sensação de liberdade que se encontra nestas “paragens”, tenho-me contentado e satisfeito com uma ou outra fugaz imagem e claro, não me tenho esquecido que o simples voo de uma borboleta ou a delicadeza das flores também podem ser motivo suficiente de prazer…!

quarta-feira, 13 de junho de 2007

A dimensão do silêncio

Ainda mal despertos, num suave caminhar, embalados pela chuva miudinha os trilhos são percorridos em silêncio.
A tranquilidade é imensa.
À medida que amanhece, recortados em contraluz das primeiras horas matinais, os machos distinguem-se pela suas imponentes hastes.
Surgindo de todas as de todas as direcções, o bramar dos veados ouve-se cada vez mais intensamente. É o grito do acasalamento.


Em Setembro, acontece!!!
Porque não uma proposta de actividade do Atelier da Natureza..!

Ps. M.V. um post sem imagem, que é também um convite.

Até porque com uma foto nunca se sente o aroma, a temperatura, o som, a atmosfera que envolve um determinado momento.

Ps2.Coisas há que os amigos nos escrevem que nos enchem de prazer. Embora não dado a inconfidências não resisto à não partilha:
Da forma como conheces a tua área e com o (bom) gosto que te reconheço...tens aí tanta natureza à tua volta...faz uma empresa de exploração...associada à fotografia...o marketing é prata da casa...essa área é tão (e cada vez mais..) procurada. Dá o salto! Afinal tens o know-how todo!!
Obrigado C.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

A ansiedade do status…?


Estamos num período complicado da existência. Assistimos cada vez mais à perca de valores.

Lá fora impera a selva – ninguém é amigo de ninguém, descaradamente as relações são oportunistas e descartáveis. A ansiedade do status…?

Um ser submetido simultaneamente a estímulos que provocam raiva ou medo pode atacar ou fugir com idêntica probabilidade.

Coexistem e combinam-se de maneira diferente, os princípios da realidade (que posso fazer?), do dever (que devo fazer?) e do querer (que quero fazer?).
Não há fuga possível ao labirinto da vida; o que importa é saber viver a vida no labirinto que a constitui.


Ele o sabia agora que estava só, já coberto da noite que descia, submerso do silêncio que povoava toda a casa, suspenso do abismo do futuro. Ele o sabia agora. Mas como sabê-lo amanhã?
Acendeu novo cigarro e ali se deixou ficar, esquecido, na sala já escura.


Vergilio Ferreira, Cântico final

De todas as formas não há que esquecer que o simples voo de uma borboleta ou a delicadeza de uma flor podem ser motivo de satisfação.

É nesse lugar que me hei-de agarrar mais tarde, uma vez abandonado o presente.
Acho que a minha vida começou a mostrar-se-me esta palavra, já não a separo da minha vida.

Ps. Os tropeções da vida devem tomar-se com algum optimismo. Se não se cometessem erros, como se poderiam corrigir?

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Terceiro Acto - In & Out


Cansado de tantas “coisas” e indeciso de como “equacionar” outras tantas, resolvi aproveitar o feriado para me evadir para um dos tantos santuários da natureza, “espaços privilegiados”, que mesmo à porta de casa me rodeiam.
E como não me estava a apetecer ter grandes trabalhos de orientação, canalizando assim o pensamento para outras “equações”, a opção recaiu no percurso pedestre da calçada (Moimenta-Vinhais).
Os cantos dos pássaros e a fresca brisa da manhã, a paisagem de cara lavada pelas chuvas de Maio, salpicada de amarelos e brancos aqui e ali matizada pela erudição trabalhada na dureza da pedra, convidavam a saída para a descoberta dos pequenos tesouros ocultos entre caminhos.

Gosto de me perder nestas paragens!

Há mais de vinte anos a calcorrear estes montes e vales, ao prazer egoísta da solidão, outra sinto quando mostro estas belezas a amigos que tal como eu se atrevem a fugir ao bulício da vida citadina…
cada vez mais amadureço a ideia:
Quem sabe se não será também nesta “direcção” que estará o meu destino!!!!

- Atelier da Natureza..! Procuramos oferecer experiências únicas, através de um portfólio diversificado de programas de lazer, de descoberta e interpretação dos espaços visitados.

Talvez fosse um bom cartão de apresentação…!
Há que amadurecer a ideia!

quarta-feira, 6 de junho de 2007

O tempo e o modo


Para cozinhar um bom prato, basta que haja imaginação, treino e os ingredientes certos. Para construir uma vida tranquila, pelo contrário, a imaginação não serve de muito, o treino nunca chega e os ingredientes certos não se conseguem encontrar!

Sveva Casati Modignani

terça-feira, 5 de junho de 2007

Segundo acto - A música do silêncio


O seu ar pensativo, triste, solitário, levou-me a crer da possibilidade de reencarnação ainda em vida…!
Assim principia este escrito de hoje, terça-feira 5 de Junho.

Passar um dia com um pensamento dá-nos uma sensação grata. Não deixa, contudo, de ser interessante as palavras procurarem-nos, sem que sejamos nós a escolhê-las.
Em viagem, o caminhante anda em busca e transfigura-se ou simplesmente encontra-se, o motivo para a mudança, a compreensão do que já existe, o encontro antes da procura.
É na tempestade que se conhece o marinheiro. É no caos generalizado, e porque esta parece uma condição estabelecida que com mais clareza se pode reflectir e ver as possibilidades de mudança.

Os anjos de mármore ficarão para sempre ouvindo
Que eles também falam em silêncio.

Cecília Meireles

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Será que existem contos de fadas?


E os contos de fadas afinal podem ou não ter finais felizes?


Ps1. A solidão, o humor negativo, persegue-me……….!
ps2. e as fadas também se enganam no caminho.