sexta-feira, 11 de maio de 2007

A vida, se bem passada, é longa.




Este registo levou-me (como sempre…) a monólogos interiores:

Duas fraquezas que se apoiam entre si criam uma força. Assim se mantém firme cada metade do mundo, que se apoia na outra metade.

Entre eu e os outros, reparto-me entre o homem do mundo e o homem da margem. E como só por histórias, se cruzam outras histórias:

A traça que rodopiava ociosamente, não contente com a sua capacidade de voar para onde lhe agradasse, sentiu-se fascinada pela sedutora chama da vela e resolveu voar na sua direcção…!

Destas e doutras, tenho chegado sempre à mesma conclusão:
- um belo dia de sol, e eu sem paisagem dentro de mim para o receber.

Há sempre um vazio, imenso e estranho…

Não é por as coisas serem difíceis que não ousamos, mas é porque não ousamos que elas são difíceis.

Os dias passam-se à margem do que realmente é a vida!

De relance os olhos prendem-se na lombada de um livro:

Mulher procura mulher impotente

Quem sabe se a “solução”, não passará, tal como na história do livro, por colocar (com as respectivas alterações à adjectivação..) um anúncio de jornal….!
Aceitam-se sugestões!

1 comentário:

Manuela Viola disse...

A vida, mesmo bem passada,é curta... muito curta.
Devemos viver cada minuto, cada segundo, tão intensamente, como se fosse o último!
Abramos pois os n/olhos para receber a luz que vem do sol e os nossos corações para amar essa vida.