segunda-feira, 19 de março de 2007

sexta-feira, 16 de março de 2007

I will survive


Ando há algum tempo a lutar contra a minha própria “sobrevivência” e não há nada mais cansativo.
Simplesmente porque acho que penso demais!

Em todas as acções humanas, primeiro aparece o impetuoso e o impreciso, depois vem o calmo e o exacto.
Winckelmann

quinta-feira, 15 de março de 2007

Se tenho de sonhar...!




Se tenho de sonhar; porque não sonhar com os meus próprios sonhos?


Fernando Pessoa

terça-feira, 13 de março de 2007

Mal-me-quer, Bem-me-quer!


A vida, tal qual uma obra, é constituída por dois elementos: o elemento interior e o elemento exterior.
O primeiro, isoladamente, é a emoção da alma. O elemento exterior, criado pelo frémito da alma, é o conteúdo da obra.
Sustenho o olhar...!
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
(Tabacaria, Fernando Pessoa/Álvaro de Campos)
Envolvo-me novamente na minha tarefa lúdica:
Mal-me-quer, Bem-me-quer...!

segunda-feira, 12 de março de 2007

Jogos de sombras


Tenho atravessado um período muito negativo na minha vida: insónias, depressões têm sido sinais do mal-estar que se aprofunda em direcção à mecanização de sentimentos.

Numa verdadeira dissociação de sensações: desmistifico e desconstruo.
A análise revela-nos que nos tornámos descrentes. Apenas uma verdade – não se pode obrigar ninguém a “dar” o que não quer. Verdade de Lapalice…?!

Lentamente e timidamente passo da problematização à euforização

Lá fora, um outro jogo de sombras, convida a evasões mais intimistas!
É incomensurável o poder que a natureza tem sobre o olhar que nela se demora. Porque conheço tão bem a natureza, surpreendo-me com o que nela permanece em segredo!

quinta-feira, 8 de março de 2007

Via - Sacra


Para falar do tempo - quando a palavra é um som interior.

Cruzamento para todos os conflitos ou espaço de todas as metamorfoses ou é o vazio entre os acontecimentos pelo ténue limite que a faz tombar, que me levam a esta necessidade interior da escrita?

Apossou-se de mim um estado de espírito muito melancólico e não consigo concentrar em nada senão na “eterna” questão não resolvida.
O eu quer-se reencontrar com carácter de urgência.

Tempo de mudança?
O aumento da percepção e o aprofundamento das emoções são as minhas maiores preocupações.
O impulso inicial é de vontade de mudança, de idealismo uma nova fase, novas direcções…mas também com idealismo excessivo.

Porém, algures entre a trivialidade e a factualidade, um quotidiano condena à infinita repetição das mesmas coisas, sem prazer, sem novidade e sem entusiasmo.

A cor, a celebração da vida, a obra quer-se reencontrada com carácter de urgência, pois é na tempestade que se conhece o marinheiro.
E a alma, essa vagueia algures, desencontrada do seu!


Mas que tem isto a ver com água?

Gosto de “sentir” o aroma da terra molhada. E hoje a chuva é cerrada.
A chuva escorrendo no vidro transforma a realidade, fazendo com a paisagem “escorra” como tinta líquida.
Muitas vezes, não existe uma diferença óbvia entre a realidade e a ilusão.

Mais uns dias e, 48 anos….!

Fim de intervalo


Tudo nos diz adeus, tudo nos deixa,
A memória não cunha moeda,
E contudo há algo que se queda
E contudo há algo que se queixa

Jorge Luís Borges

segunda-feira, 5 de março de 2007

1440


A simples aposição da numeração poderia indicar uma data. Assim, e atendendo à sua distância para com o presente, remeteria para vasculhar datas na história procurando-lhe dar sentido, que significasse algo.
Confesso, que embora o escreva, não me permiti a estes exercícios de investigação.
1440 é um pedaço de matéria simbólica que se assume implicitamente no termo conteúdo. Uma extensão de teoria de significância.
Esta questão leva-me a enfrentar o problema nos seus nexos:
Delimita um espaço de tempo, passível de comportar um conjunto de actos, materiais de construção.
Encontrado o tema, aparece o efeito mais notório deste processo:
- tenho pela frente 1440 minutos – 1 dia!
Seja qual for o procedimento que lhe decida aplicar, tratar-se-á sempre de uma aplicação parcial, de uma leitura situacional!!!

quinta-feira, 1 de março de 2007

Teoria de paciência


O problema com as “coisas” é que são mudas.
Não posso intervir directamente na estratégia contextual, trata-se de um processo indirecto.
Quando é que isto acaba?
Que me importa, é só uma fase.

Selecciono, guardo o bom, esqueço o perturbador!