terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

A filosofia do papel

Um texto é emitido por alguém que o actualiza!!!!
Ultimamente acompanho com uma grande dose de desconforto. Expectativas..?
Analiso o problema, tento-o domesticar! Mas, como uma sombra, persegue-me.
É evidente que isto torna possíveis certas memórias e outras não.
Sinto-me mal, não gosto como o tempo passa!
Há sempre um vazio, imenso e estranho à volta daquilo que fica para trás.

O que está em jogo é delicado. Não me apetece pensar mais. Procuro forçar-me a produzir!
Olho as tintas e os papéis - já nem o acto de realizar interessa.
Adopto uma postura de espectador televisivo.

Indignado. Que estupidez!

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

A missão


Entre o “surgir” e o “desaparecer”, a composição vem acrescentar outra significação quando os olhos se poisam, entre uma figura que posa em movimento e a “potencialidade criadora”.


O drama do homem sobre a terra ingrata, encerra em si uma grande parte da epopeia humana!

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Um criador de símbolos ou a ilusão de criar!


O processo criador por modesta que seja a tarefa, implica um período de gestação, um lance imaginativo e numa série de tentativas, a manipulação de uma realidade.

A imaginação relaciona o que parecia não ter qualquer relação e dá-lhe forma - procuro transmitir novos e múltiplos significados - um criador de símbolos ou a ilusão de criar?!

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

O prazer da investigação!


É extremamente fácil não prestar atenção ao que é óbvio!
Talvez à primeira vista este não nos se nos afigure estranho.
Porque será assim?

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

O outro olhar


Segredos

Coisa que não se deve dizer ou não deve ser do conhecimento de outrem; discrição; coisa oculta; mistério; esconderijo; o íntimo; o âmago…

A procura da beleza, no seio desta natureza irrequieta, na sua natureza agressiva, leva-me a olhar para memórias do passado. Só por histórias, se cruzam outras histórias.
Recorro ao diálogo visual e à concepção para questionar a nossa presença neste mundo de linguagens perceptíveis.
São as emoções que estão no cerne destes pensamentos!

As aldeias são como as pessoas, aproximamo-nos delas lentamente, um passo de cada vez.
José Saramago, Viagem a Portugal

Do ser e do dizer

… A solidão é uma coisa insuportável.
… Posso-me encontrar entre milhares de pessoas e mesmo assim sempre só. As pessoas falam mas eu continuo sempre em busca de algo que me é desconhecido…
… Sei onde estou. Sei como cheguei até aqui. Para onde irei a seguir?

O desconhecido é desconhecido.

É um disparate!

A revolta é uma obrigação permanente do homem sensível.
Albert Camus

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

O diário de uma vida inesperada!

Andar pela manhã no silêncio do bosque, respirando o fresco da geada.
Fechar os olhos à dormência da natureza, suspenso de mim!!!

Outrora tinha em mim companhia bastante.
Os outros evito-os – sonhamos com o sossego…!

O que importa não são as coisas que acontecem; o que importa é o modo como se fazem acontecer.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Registos de Viagens.


No meu quotidiano desenho de uma maneira sistemática e quase obsessiva.
Faço um registo a grafite, rápido e à vista. Depois, com mais tempo, faço algumas correcções, outras, com o tempo propício, pinto-as usando aguarela, sempre a observar, a experimentar maneiras de registo.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

o primeiro

Como primeiro texto não sei como começar o processo de catárse do íntimo!!!

Afloram-se-me pensamentos, muitos pensamentos, mas, como o dente-de-leão, uma ligeira brisa, é tudo o que é necessário para a dispersão das "sementes"!